Na passada segunda-feira, 28 de Dezembro, o Irão enviou 11 toneladas de urânio pouco enriquecido num navio para a Rússia, restando-lhe apenas 300 kg. "Tenho o prazer de informar que temos visto importantes sinais de um significativo progresso para que o Irão cumpra o compromisso-chave do acordo nuclear", disse John Kerry, Secretário de Estado dos EUA. "Acredito que esta quantidade constitui praticamente o stock completo de urânio enriquecido do Irão", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Mark Toner.

O acordo prevê a remoção total de todo este material radioactivo enriquecido até 20%. Teerão desmantelou assim 2/3 das suas centrífugas e efectuou alterações no reactor de águas pesadas de Arak, podendo apenas deter 2.6% de urânio para evitar a produção de plutónio.

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O pacto de Viena prevê inspecções a instalações iranianas e a instalações militares. Deste modo, os EUA , a UE e a ONU começarão a levantar as sanções aplicadas ao país até ao final de Janeiro. Contudo, se recuarem no acordo, a ONU pode replicar as sanções até 65 dias após novas acusações. Caso o mesmo cumpra o pacto, favorecerá as eleições de Fevereiro de 2016 e coloca de novo o país fora do isolamento que manteve a nível económico.

Desta forma, Teerão planeia aumentar a sua produção de petróleo rumo à economia mundial. Também receberá 100 biliões de dólares congelados no estrangeiro. Por consequência, o Irão compromete-se a delimitar o alcance do seu programa nuclear até que os EUA e países aliados se sintam confortáveis e verifiquem que o país não procura desenvolver uma arma atómica.

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Apenas serão mantidas as sanções sobre as armas convencionais e mísseis balísticos por 5 a 8 anos.

A  Agência Internacional da Energia Atómica é responsável por confirmar se o Irão está ou não a cumprir as suas obrigações do pacto.

Assim, o Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Mohammad Javad Zarif, classificou este acordo como "um momento histórico". Acrescenta ainda a chefe da política externa da UE, Federica Mogherini, que o pacto "é um sinal de esperança para todos no mundo", sendo por isso "uma decisão que pode abrir o caminho para um novo capítulo nas relações internacionais".  #Política Internacional