Desde 1927 que a reconhecida revista "Time" ilustra todos ao anos a sua capa com a figura que considera ter marcado de forma categórica o ano que acaba. Em 2015, a escolha recai sobre Angela Merkel: a chanceler alemã é representada na capa com uma pintura sua, acompanhada do título “a chanceler do mundo livre”. Nancy Gibbs, editora da publicação norte-americana, explica as razões da decisão: Merkel foi escolhida pela sua "liderança moral inabalável, num mundo onde escasseia” esta virtude. O papel que teve durante a crise dos refugiados e a forma como reagiu a Vladimir Putin durante a crise ucraniana foram momentos apresentados por Gibbs como definitivos para colocar Merkel em destaque na conjuntura política mundial.

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“Por ter pedido ao seu país mais do que a maioria dos políticos se atreveriam, por se manter firme contra a tirania, bem como pela entrega (...), Angela Merkel é ‘Personalidade do Ano da Time’”, escreve a editora da revista. A chefe de governo da Alemanha, de 61 anos, é assim a quarta mulher a ser homenageada com o título.

Outro nome que fazia parte da corrida era Donald Trump, empresário norte-americano que se candidata agora à presidência dos EUA, e que é fervoroso na sua política anti-imigração e contra a presença de muçulmanos no seu país. Ironicamente, Trump foi não só ultrapassado por Merkel como pelo próprio líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi. Na sua conta da rede social Twitter, o pré-candidato a presidente já reagiu à notícia: "Eu disse-vos que a 'Time Magazine' nunca me escolheria como personalidade do ano, apesar de ser o grande favorito.

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Eles escolheram a pessoa que está a arruinar a Alemanha".

A escolha é sempre feita pela própria "Time", mas a falta de igualdade de género nos nomes considerados é alvo constante de polémica: por exemplo, na lista de nomeados deste ano só figuram duas mulheres, entre oito personalidades (para além de Merkel, a revista escolheu Caitlyn Jenner, a mulher transgénero mais famosa do mundo).  A última e terceira mulher reconhecida com este título foi Corazon Aquino, ex-presidente das Filipinas, em 1986. A socialite americana Wallis Warfield Simpson, responsável pela abdicação de um rei ao trono de Inglaterra, foi a primeira Mulher do Ano, seguindo-se a Rainha Isabel II.  #Famosos #Política Internacional #Imprensa