Um dia depois da morte do antigo líder Zahran Alloush no decurso dos raides de Ghouta, a leste da capital da Síria, surge assim o novo líder, Abou Bakr al-Baghdadi. Este divulgou um vídeo pelas redes sociais e apela a uma revolta na Arábia Saudita. As forças governamentais asseguram terem sido estas a realizarem os raides, embora os rebeldes desmintam, ao afirmarem ter sido a Rússia. As permissões de passagem de combatentes do grupo islâmico em direcção a Raqqa foram suspensas. Deste modo, a Guerra Santa ganha novo fôlego e Abou Bakr al-Baghdadi afirma que a Rússia e os Estados Unidos não conseguiram enfraquecer o grupo e promete ataques a Israel.

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Mas quem é então este novo líder pouco conhecido a nível mundial? A “Reuters” indica que este se assume como Califa Ibrahim do Estado Islâmico.

O “Le Monde” descreve-o como sendo um personagem misterioso e obscuro. Só em Janeiro deste ano o governo iraquiano publicou a sua fotografia, nunca se sabendo o seu paradeiro e seus traços psicológicos. O que se sabe é que o novo líder dirige pessoalmente as batalhas e que é bastante apreciado pelas suas tropas, vivendo rodeado de inimigos. Abu Bakr nasceu em 1971 em Samarra e ingressou nas fileiras jihadistas aquando da invasão norte-americana ao Iraque em 2003, tendo passado 4 anos num campo de detenção norte-americano. Al-Baghdadi iniciou a sua ascensão no EII (Estado Islâmico do Iraque) sob o seu comando. Em 2011 os Estados Unidos incluíram-no na sua lista de terroristas.

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E o EII foi levado para a Síria, onde passou a designar-se EIIL.

Em 2013 o EIIL perdeu a sua ligação com a Al-Qaeda. Com este decurso al-Baghdadi terá procurado destruir os grupos jihaditas rivais ou submetê-los ao EIIL, assim como às populações locais correspondentes. As ONGs calculam cerca de 6000 mortos gerados nestes conflitos.

Assim, Abou Bakr al-Baghdadi já controla 25% da Síria rumo ao grande plano muçulmano, afirmando-se o líder de todos os muçulmanos. Adoptou então o nome Ibrahim, nome próximo a Maomé, que o coloca como herdeiro directo do profeta.

O Califa Ibrahim propaga a ideia que nos próximos 5 anos o Califado se estenda até meio de África, incluindo a Península Ibérica, Balcãs e zonas do Império Otomano, alcançando a Índia. #Terrorismo #Política Internacional