Na Finlândia, empregados e desempregados receberão cerca de 800 euros, valor que substituirá todos os outros subsídios. O subsídio destina-se a todos os cidadãos adultos e, apesar da medida ainda estar a ser analisada, tudo aponta para que a Segurança Social local passe a entregar a cada pessoa um cheque no valor de 800 euros, independentemente de estar empregado ou não, bem como das suas posses.

Com esta medida pretende-se levar à procura ativa de emprego, já que não perderão o subsídio, assim como simplificar mais o sistema de Segurança Social, pois o país apresenta uma taxa de #Desemprego na ordem dos 10%. Desta forma, os trabalhos temporários serão encarados de uma outra forma e a população não se refugiará nos subsídios. 

Segundo o site Dinheiro Vivo, a medida deve chegar apenas em novembro de 2016 e conta com o apoio do Primeiro-ministro Juha Sipila, sendo que numa primeira fase, em jeito de projeto piloto, cada pessoa começará por receber 550 euros mensalmente, mantendo-se algumas das prestações sociais, custando a medida ao Estado finlandês 46,7 mil milhões de euros anuais. 

A Kela (Segurança Social da Finlândia) já realizou uma sondagem que afirma que 70% da população do país está de acordo com esta medida.

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Diversos são os estudos que apontam que a Finlândia detém uma das mais frágeis economias da União Europeia, sendo que se encontra em recessão desde o ano de 2012, não apresentando aspectos que levem a crer numa melhoria da situação, nomeadamente do crescimento económico. Para já, os finlandeses terão de aguardar por mais novidades. 

Outros países e cidades estão a apostar no mesmo sistema, como é o caso de Utrecht, que pretende introduzir uma salário mínimo a partir de janeiro do próximo ano para cerca de 250 moradores da cidade holandesa. Medida esta que estará em estudo, avaliando-se desta forma o impacto no desemprego.

A Suíça considera igualmente pôr em cima da mesa esta opção de incentivo à procura de emprego, apesar de o assunto ir ser submetido a um referendo nacional no próximo ano de 2016.  #Direitos