Foi retomada esta quarta-feira, 19 de Janeiro, a circulação normal dos comboios na linha de Sena. Recorde-se que a circulação estava interrompida, na sequência de um descarrilamento do comboio de mercadorias C655 pertencente à multinacional brasileira Vale do Rio Doce. O acidente teve lugar na manhã de sexta–feira, 15 de Janeiro, na zona de Mapangale que dista 28 km da vila sede do distrito de Dôa, na província de Tete. O referido acidente, que resultou no congestionamento da via durante 4 dias, ocorreu quando aquele comboio de mercadorias percorria o troço Beira-Tete no sentido crescente da via.

Até agora desconhecem-se as reais causas daquele acidente ferroviário.

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É apontado como possível factor a recente queda da chuva que assolou aquele ponto da província de Tete durante a semana finda. Não houve registo de danos humanos no acidente ocorrido, mas registaram-se danos materiais avultados naquele meio circulante de transporte do carvão mineral.

Segundo os dados apurados pela imprensa local, entre sexta-feira e a manhã de terça, as equipas conjuntas das empresas Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique–Centro e a multinacional Vale do Rio Doce encontravam-se no local do sinistro, para procederem aos trabalhos de remoção de alguns vagões semi–tombados naquele troço da via férrea de modo a envidar esforços na reposição da circulação. A linha de Sena tem contribuido significativamente na angariação de receitas para a economia nacional através das exportações de carvão mineral e outras mercadorias que são transportadas a partir daquele empreendimento sócio-econômico até ao porto da Beira.

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De referir que na linha de Sena também circulam 2 comboios de passageiros, na média semanal, graças à aquisição, no ano passado, de novos materiais circulantes que servem de transporte de pessoas e bens para diferentes zonas ao longo daquela via ferroviária. No momento da paralisação, os passageiros que se encontravam aglomerados na Estação Ferroviária de Moatize queixavam-se da falta de meios para o seu abrigo naquele local e consideravam-se negligenciados pela empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique-Centro, uma vez que tinham efetuado o pagamento de bilhetes de passagem.

Um cidadão, entrevistado pela Rádio Moçambique, queixava-se da demora na chegada do comboio à vila de Moatize e estava à procura de trabalho para comprar comida. De acordo com as informações, muitos passageiros, residentes nas zonas do interior da província de Tete, não possuíam meios financeiros para a compra de alimentos para a sua sobrevivência durante o tempo que aguardavam pelo retorno da circulação normal dos comboios na linha de Sena, no troço Beira/Moatize. #Transportes Públicos