O episódio supostamente protagonizado por um contingente de homens armados da Renamo, "Resistência Nacional Moçambicana",deu-se pela madrugada do dia 30 de Janeiro, em Saute, distrito de Chigubo na província de Gaza no extremo Sul de Moçambique. O referido ataque pôs fim à vida de um tratorista que transportava um depósito de água potável para a população afetada pela estiagem naquele ponto da região Sul do país.

As autoridades policias locais confirmaram o incidente e, segundo afirmou Jeremias Langa, porta-voz provincial entrevistado pela equipa da reportagem da Rádio Moçambique: "Um grupo de bandidos da Renamo atacou na madrugada de hoje".

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Advertiu a comunidade local para que se acalmasse, uma vez que a situação já tinha sido controlada.

Anteontem o Governo moçambicano acusou a Renamo de ter cometido outro ataque contra uma unidade policial no povoado de Zero, ao longo da Estrada Nacional N1, entre os distritos de Morrumbala e Mopeia, na província de Zambézia, no Centro de Moçambique. O ataque terá ocorrido pelas 3:00 horas da Quinta-feira, dia 28.

Refira-se que na referida emboscada um agente da Polícia da República de Moçambique-PRM contraiu um ferimento num dos seus membros superiores. E, segundo Nelson Araújo, o agente policial ferido afirmou que os homens da Renamo atacaram de surpresa o posto policial e que na altura dos ataques encontravam-se apenas oito membros. Os restantes sete não contraíram nenhum ferimento. No momento, o agente policial ferido encontra-se sob cuidados médicos no hospital central da cidade de Quelimane (Zambézia).

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Ora a Renamo também é acusada do sequestro de um cidadão na zona de Nangwé, no distrito de Maringué, no Centro da província de Sofala no mesmo dia 28 e também de ter incendiado um posto da Polícia de Trânsito na zona Centro.

O recrudescimento da situação no país é visto como um atentado à paz efetiva pelos cidadãos. Portanto, a Associação da Mulher Religiosa em Moçambique realizou na manhã de 30 de Janeiro, na capital moçambicana (Maputo), uma oração a favor da paz no país. E, segundo Graciete Machel, presidente daquela agremiação, a paz não se constrói com as armas e apela as partes integrantes para que encontrem mecanismos eficazes para a manutenção de uma paz duradoura no país.

De recordar que Filipe Nyusi, Presidente e Chefe do Estado Moçambicano, participa durante este final de semana na Cimeira da União Africana em Adis Abeba (Etiópia), onde teve um encontro com a comunidade moçambicana residente naquele país da África Oriental.

Filipe Nyusi garantiu aquela comunidade na diáspora que não há condições em Moçambique para uma nova guerra e que o sonho de todos moçambicanos é a luta contra a pobreza e o desenvolvimento do país. #Crime #Política Internacional #Violência