O centro da cidade de Jacarta, capital da Indonésia, foi esta manhã alvo de vários ataques terroristas, de acordo com o Público. Ao longo do dia têm sido fornecidas informações diferentes, sendo a versão mais recente a de que havia cinco terroristas mortos e duas vítimas mortais.

Inicialmente, o Presidente da Indonésia solicitou que cautela relativamente a conclusões precipitadas. Contudo, vários órgãos de comunicação social internacionais, nomeadamente o Sputnik News (Rússia) e o Khaleej Times (Dubai), já relatam que, de acordo com a polícia indonésia, as explosões e o tiroteio são da autoria de um grupo indonésio com conexão ao Estado Islâmico.

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O al Bawaba, sedeado na Jordânia, refere que o ataque já foi reivindicado por um grupo com ligações à organização de Abu Bakr Al-Baghdadi.   

Anton Charliyan, num comunicado público, refere que antes dos ataques o grupo islamita mandou um recado onde se dizia que "ia haver um concerto na Indonésia" e que todo o mundo iria ter conhecimento.  

Em Jacarta, como em Paris

Os ataques que ocorreram hoje em Jacarta começaram por volta das 3h30, hora de Lisboa, ou seja, às 10h30 na capital Indonésia. De acordo com pessoas que se encontravam no local, houve seis explosões e tiroteios. Mais tarde, houve mais uma explosão e mais tiroteios. 

De acordo com um fotógrafo da Reuters, encontravam-se três mortos na rua e os vidros do café Starbucks foram estilhaçados. Depois de uma paragem nos ataques, a polícia viu alguém no telhado de um edifício e apontou as armas na sua direção. 

Segundo o canal Metro TV, foram 14 is terroristas que perpetraram os ataques e as autoridades indonésias tinham vários agentes na rua para os impedir. As explosões e os tiroteios ocorreram no centro da cidade de Jacarta onde se encontra a Starbucks, a Pizza Hut, Burger King, escritórios e embaixadas. 

No momento dos ataques, Joko Widodo, presidente da Indonésia, não se encontrava na capital.

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No entanto, assim que soube dos acontecimentos, deslocou-se de helicóptero. Num comunicado, o presidente pediu aos indonésios para não tirarem conclusões precipitadas sobre a autoria dos atentados e para o povo não ter medo. Nesse mesmo comunicado, Joko Widodo, refere que o país está de luto pelas vítimas e que o incidente "espalhou o terror entre o nosso povo".

Porém, apesar do presidente não tirar conclusões precipitadas sobre a origem dos atentados a polícia, através de Anton Charliyan, refere ter recebido uma mensagem do Estado Islâmico a pôr em perigo a Indonésia.

Inicialmente, o porta-voz da polícia refere que havia pelo menos três polícias e três civis mortos. Posteriormente, Luhut Panjaitan, Ministro da Segurança, disse que dois civis e cinco terroristas foram mortos numa explosão que ocorreu perto do posto da polícia. Um cidadão holandês e um indonésio são os civis mortos.  #Terrorismo #Crime