Na terça-feira, dia 19 de janeiro, um adolescente identificado como Victorino Fabião, residente na vila carbonífera de Moatize, na província Central de Tete, foi vítima de um rapto depois de ter recebido um telefonema do seu amigo N'kaka, convidando-o para receber uma recarga de telemóvel. Tendo ido ao encontro do seu amigo, nunca mais regressou à casa dos seus familiares.

Preocupados com o #Desaparecimento do adolescente, os familiares puseram se de imediato em busca do rapaz na residência do seu amigo N'kaka, que não se encontrava lá. Questionaram os vizinhos do suposto raptor, que afirmaram que o viram com um adolescente albino no seu automóvel.

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Cristina Paulene, a tia do adolescente raptado, afirmou estar indignada e lamentou o desaparecimento do seu sobrinho, visto que era órfão e vivia sob sua custódia.

Contactado pela equipa da Rádio Moçambique, o comando distrital da Polícia da República de Moçambique - P.R.M em Moatize, na voz do seu chefe das operações, Carlos Cabeça, disse: "Montámos controlo na casa do suspeito e talvez a qualquer altura ele possa aparecer e o capturemos". A polícia local lamenta o facto de a informação ter chegado tardiamente ao seu poder pelos familiares da vítima.

Refira se ainda que este é o segundo caso de raptos de indivíduos com problemas de pigmentação da pele naquela zona no Centro de Moçambique no período inferior a um mês.

Entre os factores relacionados com estes raptos são apontados a ganância de riquezas (dinheiro), através das crenças ligadas as superstições, em que algumas vezes as vítimas são decepadas.

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Os seus orgãos genitais e a cabeça são usados para a comercialização dentro do país e em alguns países vizinhos, como Malawi e Tanzânia. Alguns actos relacionados com estes crimes foram encaminhados para a justiça e os autores condenados a diferentes penas de prisão, de forma a desencorajar a prática deste mal que atenta contra a integridade física e os direitos fundamentais dos indivíduos com albinismo em Moçambique.

De referir que esta prática teve a sua origem na Tanzânia, território que partilha fronteira com Moçambique no extremo Norte, através do rio Rovúma.