Desde 2012, os moradores do bairro da Munhava, na cidade da Beira, vêm padecendo de algumas doenças de origem respiratória, tais como tosseconstipação e tuberculose devido à poluição do ar a partir do carvão mineral que é transportado em camiões freightliner da empresa Largy e de outras firmas de transporte de cargas que operam dentro dos países da interland, nomeadamente Malawi, Zâmbia e Zimbábue, a partir do distrito de Moatize até à cidade portuária da Beira, concretamente no bairro da Munhava.

De salientar que a cidade da Beira está situada na zona Centro de Moçambique, que faz ligação com a província central de Tete, concretamente com a bacia carbonífera de Moatize, que é uma das maiores bacias carboníferas do mundo, através de uma extensão de aproximadamente 546 km de linha férrea concessionada pela empresa pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique-Centro.

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Ali operam conjuntamente as multinacionais Vale do Rio Doce (Brasil) e as Indianas ICVL e Jindal Africa. Esta última construiu o seu terminal de carvão mineral na zona da Munhava nas vésperas do ano 2011.

Porém, devido às precárias condições da avenida Kruss Gomes, que dá acesso ao porto da  Beira e à zona de deposição do carvão mineral "Munhava", os moradores enfrentam vários problemas de saúde devido à propagação das poeiras daquele minério espalhado na avenida que dá acesso ao terminal de carvão mineral da multinacional Jindal Africa, pondo assim em perigo a saúde pública dos moradores daquele bairro. Alguns moradores praticam as suas actividades comerciais nas bermas daquela avenida para o seu auto-sustento.

E segundo os dados registados no Centro de Saúde Urbano da Munhava, no ano de 2015 foram diagnosticados 217 casos de tuberculose contra 272 e 206 casos em 2014 e 2013, respectivamente.

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Em conversa com alguns moradores do bairro, eles foram unânimes em afirmar que a Câmara Municipal local nada tem feito para mitigar esses efeitos negativos de transporte de carvão mineral e também duvidam que a edilidade tenha algum projecto de reabilitação urgente daquela que é considerada uma das mais importantes vias de acesso da urbe que dá acesso ao porto da Beira, mas também ao local de deposição do carvão mineral e dos resíduos sólidos e da recentemente inaugurada fábrica de cimentos da Beira.

 

 

  #Ambiente #Casos Médicos