Há momentos únicos que tocam no coração de quaisquer pais. Pais, familiares e não só. É o que se está a passar com um vídeo que mostra dois gémeos prematuros a darem as minúsculas mãos. Aquela imagem, captada pela recém-mãe, está a ser sucessivamente partilhada pelas #Redes Sociais e a emocionar o mundo. O caso aconteceu na Austrália e já foi visualizado por milhões de pessoas. A iniciativa de dar a conhecer aquele gesto de amor e de cumplicidade partiu da própria mãe, como uma mensagem de esperança.

Kristiana e Kristian nasceram prematuros em Melbourne, na Austrália, no passado dia 4 de Janeiro com 28 semanas de gestação e com cerca de um quilo cada um.

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A mãe, Anthea Jackson-Rushford, não escondeu a sua emoção perante tão minúsculos filhos. E não conseguiu poupar a recolha de imagens e de filmagens. Num dos vídeos captados, os gémeos estão junto ao peito do pai e, em determinado momento, decidem segurar as minúsculas mãos um do outro. Um gesto de muito amor, cumplicidade, como se quisessem mostrar aos progenitores que estão unidos na luta pela vida.

Orgulhosa e emocionada por tal gesto, Anthea Jackson-Rushford não hesitou em publicar as imagens na sua página na rede social Facebook. Estava longe de imaginar que estaria a fazer dos pequenos gémeos famosos em todo o mundo. O vídeo foi partilhado milhares de vezes e tornou-se viral nas redes sociais, acumulando milhões de visualizações. A imprensa refere que, numa semana, o vídeo foi visto por 8,7 milhões e teve 126 mil partilhas.

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Mas não foi momento único, já que os gémeos prematuros estão repetidamente a segurar as mãos, como provam os diversos registos fotográficos captados pela mãe. “Ambos novamente, como se eles tivessem nascido como anjos de mãos dadas”, comentou a mãe numa das imagens, considerando tratar-se de um facto “surpreendente”.

Sobrevivência entre 75 a 85 por cento

De acordo com o portal “prematuridade”, a taxa de sobrevivência entre prematuros de 26 a 28 semanas varia entre os 75 a 85 por cento. Considera que cerca de 10 a 25 por cento dos bebés nascidos com menos de cerca de dez semanas de gestação poderão vir a ter deficiências graves, designadamente ao nível da paralisia cerebral, cegueira, surdez ou até deficiência intelectual grave. Por outro lado, entre 50 a 60 por cento poderão vir a ter dificuldades de natureza leve, onde se enquadram problemas de comportamento como transtorno de défice de atenção ou de aprendizagem.

Veja o vídeo:

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