Um grupo de homens armados, supostamente ligados ao partido Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), protagonizou uma emboscada contra quatro viaturas civis na Quarta-feira, dia 11 de Fevereiro, no troço Rio Save-Muxúnguè, na província de Sofala, no centro de Moçambique. O ataque terá acontecido por volta das 6 ou 7 horas da manhã, de acordo com o chefe do Posto Administrativo de Muxúnguè, Domingos Fernando, que se fazia transportar naquele momento numa das viaturas que foram alvo da emboscada dos supostos homens da Renamo na principal estrada que liga a zona centro à zona sul do país.

No referido ataque não foi registada nenhuma vítima mortal, mas alega-se que um motorista de camioneta tenha sido ferido por uma bala num dos braços, desconhecendo-se até agora sobre o seu estado.

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Durante a mesma emboscada também foi alvo um veículo do Ministério da Saúde.

Segundo a Rádio Moçambique, uma testemunha entrevistada pela sua equipa afirmou que houve disparos de armas de fogo contra um carro da Saúde e outros veículos e não houve nenhuma morte. Segundo a mesma fonte, as balas saíam da mata ao longo daquela estrada.

O regresso às emboscadas contra viaturas civis nas principais estradas de Moçambique foi protagonizado em resposta às declarações do Porta-voz do Comando Geral da PRM, Inácio Dina, que durante a última Terça-feira, dia 9, afirmou que não permitiria à Renamo a instalação de postos de controlo nas principais estradas do país. Segundo a Renamo, a medida visa controlar ou fiscalizar raptos e execuções dos seus membros. A decisão para a execução do referido plano de instalação de postos de controlo foi anunciada na Segunda-feira, dia 8, por Horácio Calavete, chefe de mobilização da Renamo na província de Sofala, reforçando deste modo a pretensão daquele partido em governar à força nas seis províncias de norte e centro de Moçambique (Niassa, Nampula, Sofala, Manica, Tete e Zambézia), onde clama a vitória nas eleições de 2014, ganhas pelo partido Frelimo e pelo seu candidato Filipe Nyusi, então presidente e chefe do Estado da República de Moçambique.

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De referir que a circulação normal das viaturas naquele troço voltou à normalidade com a intervenção das forças governamentais na zona do Rio Save, que foi o epicentro da última tensão político-militar que vitimou muitas vidas durante o mês de Março de 2012, até a data de assinatura do acordo da cessação das hostilidades militares entre o antigo chefe do estado moçambicano, Armando Guebuza, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, em Setembro de 2014, pondo deste modo fim às frequentes confrontações entre aquele contingente armado da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique (FDS) e as Forças de Intervenção Rápida (FIR). #Política Internacional #Violência