O Consortiumnews publicou um artigo de Robert Parry avisando para a perigosa escalada de uma III Guerra Mundial. Parry lembra que se os EUA e os seus aliados turcos e sauditas invadirem a Síria para resgatar os terroristas anti-Hassad, a Rússia poderá responder com armas nucleares.

Robert Parry é um jornalista premiado que ficou notabilizado por jornalismo acerca dos "contras" do Irão. Neste artigo refere que uma fonte próxima de Putin o informou que a Rússia já ameaçou a Turquia com armas nucleares se houver invasão conjunta da Turquia e da Arábia Saudita à Síria.

Parry alerta que a Rússia está pronta para proteger os 20.000 efectivos russos colocados na Síria a convite do regime de Hassad.

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E explica: “Se a Turquia accionar os milhares de soldados estacionados perto da fronteira com a Síria, e a Arábia Saudita accionar a sua sofisticada força aérea para resgatar os rebeldes sírios, onde se inclui a Al-Qaeda, a Rússia terá de accionar medidas de protecção das suas forças militares”.

Parry é muito directo neste artigo: "Uma fonte próxima de Putin disse-me que o presidente russo já avisou o presidente da Turquia, Recep Erdogan, que está pronto a accionar armas nucleares para proteger as suas tropas na Síria”. Isto significa que se a Turquia/Arábia Saudita invadirem a Síria, e sendo a Turquia um membro da NATO, a Turquia será responsável por uma futura confrontação nuclear. Parry, galardoado com o Prémio George Polk, avisa o público que esta situação deve ser considerada muito seriamente.

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A credibilidade do jornalista ancora-se principalmente nos seus trabalhos sobre o escândalo dos "contra" no Irão para a Newsweek e para a Associated Press.

"Embora Obama pedisse a Erdogan para se acalmar e referindo que os EUA não colaborariam na invasão, Obama não tem qualquer poder para proibir uma invasão", avisa Parry.

O cenário actual na Síria

A Rússia está na Síria a convite do governo eleito de Hassad, enquanto os EUA e a França estão na Síria ilegalmente, intrusivamente, em nome do combate ao #Terrorismo ISIS (que os EUA protegem). E se a aviação russa destruiu quase completamente o terrorismo ISIS e os “rebeldes” sírios, agora em recuo total, Obama e os seus aliados turcos e sauditas não conseguem aceitar esta derrota em que tanto investiram.

Por isso, o objectivo da Turquia e da Arábia Saudita é resgatar os rebeldes sírios, invadindo a Síria e depondo Hassad pela força. O plano é o seguinte: partir a Síria em duas e os EUA ficam com a parte de produção de petróleo do sul da Síria, comenta Paul Craig Roberts, ex-conselheiro do presidente Ronald Reagan.

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Para este plano a Arábia Saudita mobilizou 350.000 soldados que se preparam para invadir a Síria. No total são 20.000 tanques, 2.450 aviões de guerra e 460 helicópteros militares. A operação de nome "Trovão Nortenho" está colocada no Norte da Arábia Saudita perto da fronteira com a Síria e está classificada apenas como "exercício militar". Segundo fontes oficiais da Arábia Saudita há 20 países aliados a esta operação em que estão Marrocos, Emirados dos Estados Árabes, Egipto, Sudão, Kuwait, Paquistão, Tunísia, Omã, Malásia, entre outros. O exercício terá a duração de 1 ano e meio.

E o britânico The Independent noticiou que a Arábia Saudita está a enviar tropas e aviões para a Turquia. Também a Reuters afirma que o governo sírio detectou a presença de tropas turcas na Síria: terão sido 12 camiões que transportaram 100 homens armados com artilharia pesada para abastecer os Sunnis na Síria. Como é óbvio, a Turquia não confirmou nem desmentiu. Adel al-Jubeir, Ministro do Estrangeiro saudita, alertou que Hassad será removido pela força se o processo de paz falhar. 

A RT Arabia noticiou recentemente que a Arábia Saudita tem uma bomba nuclear, recentemente adquirida, e que será testada em breve. #Política Internacional