O Estado Islâmico executou mais um refém que considerava espião. A imagem foi publicada num dos seus meio de propaganda, o jornal "al-Hayat", que circula nas terras árabes. Na imagem divulgada pode-se ver um soldado do Estado Islâmico numa cadeira de rodas, junto de de um homem de joelhos vestido com o comum fato cor-de-laranja, minutos antes de ser crucificado. Desconhece-se a identidade da vítima, apenas se sabe que é de nacionalidade líbia.

Além desta imagem, foram reveladas outras com dois homens chamados de "espiões" a serem executados de formas macabras com a descrição "A execução de espiões na cidade de Sirte". As imagens mostram os dois homens, ambos sem vida, um deitado no chão e o outro pendurado numa estrutura de madeira, com uma inscrição a dizer "spy" (espião) no abdómen.

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Estas publicações surgem na sequência da divulgação de uma notícia que dava conta que três líderes do Estado Islâmico na Líbia haviam sido mortos por um atirador, a quem chamam o "Caçador do Daesh", e também no mesmo dia em que os governos francês e norte-americano declararam ataque ao grupo terrorista na Líbia.

Os líderes foram abatidos também em Sirte, na zona norte, que desde o ano passado está a ser controlada pelos terroristas. Um dos primeiros a ser morto foi Abu Anas Al-Muhajer, um cidadão sudanês. De seguida foi Abu Mohammed Dernawi, morto junto à sua casa na mesma cidade e, no passado dia 23 de janeiro, foi Abdullah Hamad al Ansari, que por vezes controlava a zona sul da cidade e perdeu a vida quando saía de uma mesquita.

O Estado Islâmico tem vindo a aterrorizar todo o mundo com os seus vídeos contendo ameaças a vários países (incluindo Portugal), e as coligações têm trabalhado em conjunto para atacar os terroristas.

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O Secretário de Estado norte-americano John Kerry falou num encontro que decorreu na terça-feira em Roma, dizendo que os avanços que as coligações têm feito estão a mostrar bons resultados, nomeadamente a "interrupção de mecanismos financeiros, o corte de salários dos soldados do Estado Islâmico e a redução da capacidade de obter faturamentos". #Terrorismo #Política Internacional