As autoridades belgas continuam a investigar os atentados ocorridos em Bruxelas. Nesta sexta-feira, dia 25, a #Polícia belga conseguiu prender três pessoas e encontrar algumas bombas que explodiram sem causar danos durante as suas desactivações. A imprensa belga divulgou hoje que foram posicionados agentes fortemente armados e camiões militares a rondar a zona de Schaerbeek.

As três detenções tiveram lugar em Schaerbeek, Saint-Gilles e Forest. As autoridades acrescentam que conseguiram identificar os dois primeiros detidos como os terroristas Tawfik A. e Salah A., mas não foi possível identificar o terceiro detido. Os detidos, possivelmente, teriam alguma ligação com o grupo que estaria a planear um ataque terrorista a Paris.

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De acordo com as declarações de Bernard Clergayt, presidente da câmara de Schaerbeek, soube-se inicialmente que a polícia belga tinha detido uma pessoa suspeita no âmbito da operação que decorreu esta manhã. O autarca de Shaerbeek confirmou que aconteceu uma operação que tinha como alvo uma pessoa que foi detida pela polícia, e que esta pessoa sofreu uma lesão numa das pernas. Clerfayt também confirmou terem existido pequenas explosões que aconteceram quando decorria a desactivação dos engenhos explosivos.

As unidades especiais da polícia federal invadiram uma vivenda no bairro de Schaerbeek, onde camiões militares e agentes armados rondavam a zona. As áreas à volta da localidade onde a operação aconteceu foram fechadas e protegidas.

O Ministério Público belga comunicou que "foram realizadas duas investigações no âmbito do caso de #Terrorismo ligado à detenção de Reda Kriket, em Argenteuil", em França.

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A operação que decorreu na Bélgica está ligada com outra que decorria em França, devido ao facto de os detidos serem suspeitos de planear um ataque a Paris. A suspeita surge como consequência da investigação sobre a prisão de um homem de 34 anos, Reda Kriket, em Paris. Este homem tinha explosivos e armas pesadas na sua residência. Kriket foi condenado na Bélgica em 2015, juntamente com o líder dos ataques de Paris, Abdelhamid Abaaoud.