Mason Wells, um missionário mórmon, natural do estado norte-americano do Utah, tem 19 anos e já sobreviveu a três ataques terroristas. A 15 de Abril de 2013 estava a um quarteirão das explosões na maratona de Boston. Em Novembro passado encontrava-se numa missão em França aquando dos atentados que atingiram Paris. E agora, a 22 de Março de 2016, estava na zona de partidas do aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, não tendo desta vez escapado aos ferimentos graves.

As explosões aconteceram quando Wells, juntamente com Richard Norby, de 66 anos, e Joseph Empey, de 20 anos, estavam no aeroporto de Zaventem a despedir-se de uma outra missionária.

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De acordo com o The Independent, o jovem de 19 anos rompeu o tendão de Aquiles (que teve de ser totalmente reconstruído), foi alvo de um golpe na cabeça e sofreu algumas queimaduras de segundo e terceiro grau.

O pai, Chad Wells, declarou que acordou com as notícias dos atentados em Bruxelas e ligou imediatamente para o presidente da missão do filho em França, tendo sido informado que Mason Wells havia sido alvo de ferimentos, mas que se encontrava vivo.

Algumas horas depois do terror vivido na capital belga, os pais conseguiram falar com o filho, que lhes disse que estava muito cansado e a recuperar da cirurgia. “Estamos em contacto com ele e ele está bem disposto e muito agradecido pela sua sorte”, afirmou o pai de Wells, segundo cita o Correio da Manhã.

Em 2013 a mãe, Kimberly Wells, participou na grande maratona de Boston, que foi palco de algumas explosões terroristas.

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A mesma recorda que o jovem e o pai estavam muito perto do local atingido pelo atentado. A família acrescenta também que Mason Wells estava em França quando aconteceram os ataques de Paris que mataram 130 pessoas e fizeram centenas de feridos.

O atentado terrorista de Bruxelas ocorreu ontem, terça-feira (22), no aeroporto de Zaventem e na estação de metro Maelbeek por volta das 7h da manhã locais. Morreram 31 pessoas e mais de duas centenas ficaram feridas. A tragédia foi reivindicada pelo autoproclamado Estado Islâmico. O país está de luto por três dias. #Terrorismo