Às 7 horas e 51 minutos desta manhã, 22 de Março, foram ouvidas duas explosões no aeroporto de Zaventem, em Bruxelas. O local foi encerrado e há relatos de vários feridos. As explosões aconteceram na zona de partidas do aeroporto, junto ao check-in, próximo da fila da American Airlines. 

Segundo o programa Diário da Manhã (TVI), o porta voz da polícia belga reportou também a existência de várias vítimas mortais. No momento de publicação deste artigo, estavam confirmados 26 mortos. O cenário era de pânico; de acordo com imagens divulgadas, as pessoas corriam para todos os lados, o fumo e a poeira dificultavam a visão no local.

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A agência Reuters, citando uma agência noticiosa belga, divulgou que antes das explosões ouviram-se tiros e palavras ditas em árabe. Lembramos que estas explosões aconteceram 4 dias depois de Salah Abdeslam, o principal suspeito dos ataques terroristas de Paris do dia 13 de Novembro do ano passado, ter sido preso no bairro belga de Molenbeek. Esta detenção deu-se depois de 4 meses do suspeito estar em fuga e de um apertado controlo das autoridades europeias. Não existe ainda nenhuma confirmação se o ataque pode ter alguma relação com a detenção de Abeislam, na passada sexta-feira. 

Devido a esta onda de ataques que tem acontecido, paira na Europa um clima de medo. Por precaução, foi também encerrado o aeroporto de Charles de Gaulle, em Paris. 

Depois de se ter instalado o caos no aeroporto de Zaventem, sucederam-se várias explosões na estação de metropolitano de Maelbeek, junto às instituições europeias, onde todos os trabalhos foram suspensos.

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Já se sabe que existem pelo menos 10 mortos no ataque ao metro, mas não há confirmação do número exacto. 

A cidade de Bruxelas está em alerta máximo; para além do cancelamento dos voos, os comboios e autocarros que ligam a cidade a outros pontos estão suspensos. Estão a circular apenas autocarros para a transportação das vítimas dos ataques. 

Os serviços de informação belga dizem que foram encontradas mais bombas espalhadas pelo aeroporto. Ainda não há informação se as bombas já foram retiradas e desactivadas. #Terrorismo #Violência