Foi confirmado, momentos depois da captura de um homem em Anderlecht, que este não seria Najim Laachraui, o terceiro suspeito dos atentados de Bruxelas. Os outros dois suspeitos já foram identificados como Khalid El Bakraoui e Ibrahim El Bakraoui, mortos durante o ataque.

Segundo o La Libre Belgique, a detenção feita junto à estação de metro Veeweyde não foi, de facto, a de Laachraui: "Contrariamente ao que tinha sido anunciado esta manhã, Najim Laachraui não foi detido em Anderlecht. Um outro suspeito foi detido". O ministério público flamengo vai dar conta das últimas informações da investigação aos atentados de Bruxelas numa conferência de imprensa.

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Najim Laachraui é um dos três homens que surgem nas imagens captadas no aeroporto de Zaventem. Transportava um saco alegadamente com explosivos que não chegaram a explodir. O ADN de Najim já tinha sido encontrado num apartamento usado pelos terroristas dos atentados de Paris, no bairro de Schaerbeek, em Bruxelas. Dentro do grupo radical é conhecido pelo nome falso de Sufiane Kayal e terá viajado para a Síria em Fevereiro de 2013.

Já os outros dois homens ter-se-ão feito explodir - um no aeroporto e outro no metro. São irmãos, um padrão que já é conhecido desde os últimos atentados: os irmãos Kouachi, que atacaram o Charlie Hebdo, e os irmãos Abdeslam, dos atentados de Paris.

Ambos tinham já registo criminal: Khalid foi condenado a cinco anos de prisão, em 2011, por vários assaltos. Encontrava-se em liberdade condicional.

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Já o irmão Ibrahim foi condenado pelo tribunal belga após disparar contra a #Polícia com uma Kalashnikov, em 2010. Os dois irmãos estavam envolvidos nas investigações dos atentados de Paris: foram referenciados por terem alugado um apartamento em Charleroi, local onde se reuniram alguns terroristas antes de partirem para Paris, em Novembro do ano passado. 

Já foram também identificados pelas autoridades pelo menos três carros usados pelos alegados terroristas - um táxi, um Renault Clio e um Audi S4 de cor escura. O Audi, sem matrícula, foi visto com três ou quatro indivíduos no seu interior à entrada do aeroporto, após os atentados. #Terrorismo #Crime