Foi durante a manhã desta terça-feira, 29 de Março, que Seif Eldin Mustafa conseguiu desviar o voo da companhia Egypt Air, que viajaria entre Alexandria e o Cairo, para o aeroporto de Larnaca, no Chipre. O homem, armado, terá ameaçado o piloto e exigiu que este cumprisse as suas ordens. Pelas 8h46 (hora local), o voo inicialmente doméstico aterraria no Chipre.

Dentro do avião seguiam mais de 60 pessoas de diversas nacionalidades. Segundo o ministro da Aviação Civil egípcia, Sharif Fathi, seguiam no voo 21 cidadãos estrangeiros, entre eles oito norte-americanos, quatro holandeses, quatro britânicos. dois belgas, um sírio e um francês.

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O sequestrador manteve os reféns sob as suas ordens durante várias horas. Mais tarde rendeu-se, abandonando o avião com as mãos no ar.

O suspeito terá ameaçado o comandante do avião ao informá-lo que trazia consigo um cinto de explosivos, mais tarde confirmado que era falso. Às 8h30 (hora local) o sequestrador contactou a torre de controlo do aeroporto cipriota, pedindo autorização para aterrar. A certa altura, o "pirata do ar" exigiu encontrar-se com representantes da União Europeia, mas tal não terá sido cumprido. O Airbus A-320 esteve cerca de 30 minutos sequestrado em pleno voo.

As motivações de Seif ainda são uma incógnita. No entanto, os meios de comunicação cipriotas adiantaram que foram motivos pessoais que o levaram a desviar o voo. O sequestrador terá querido entregar uma carta, escrita em árabe, à ex-mulher que vive no Chipre.

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Tratou-se de um #Crime passional, tendo sido afastada de imediato a hipótese de ataque terrorista.

Nicos Anastasiades, o presidente cipriota, ironizou a situação afirmando que “tudo tem sempre a ver com uma mulher”. Anastasiades desmentiu a hipótese de terrorismo assim que as autoridades do Chipre o confirmaram. Poucos têm sido os incidentes, desde que foram tomadas novas medidas de segurança a bordo após o 11 de Setembro de 2001. O ministro dos Negócios Estrangeiros cipriota, Alexandros Zenon, também rejeitou essa possibilidade: "Aquilo que clarificamos é que não se trata de terrorismo. Ele [o sequestrador] parece ser uma pessoa instável e o problema está a ser tratado em conformidade com a situação".