Foi nesta quarta-feira, 20 de Abril, que Anders Breivik, a cumprir pena desde 2011, ganhou um processo contra o Estado norueguês, alegando as condições "desumanas" em que se encontrava na prisão. O tribunal de Oslo aceitou a queixa de Breivik, considerando que os seus direitos foram, de facto, violados. Anders Breivik esteve em isolamento solitário durante cinco anos e as autoridades nunca tiveram em conta a saúde mental do arguido, considerou o tribunal.

A sentença da juíza Helen Sekulic chama a atenção para a igualdade dos #Direitos do Homem, que é "fundamental dentro de uma sociedade democrática", mesmo no caso de assassinos e terroristas.

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A mesma sentença determinou que o Estado norueguês terá de pagar os custos do julgamento, no valor de cerca de 45 mil euros.

Breivik ainda alegou terem-lhe sido negados os direitos à sua vida privada e familiar, mas o tribunal não encontrou qualquer violação desses mesmos direitos. O extremista de 37 anos detém o direito de receber visitas de familiares e amigos. No entanto, durante estes cinco anos apenas foi visitado pela sua mãe.

Para além do isolamento solitário na prisão, o norueguês afirmou ter sido constantemente revistado e despido, para além de ser algemado enquanto era transportado entre as celas que ocupava. As refeições na prisão também foram motivo de queixa. Breivik manifestou o seu desagrado relativamente à comida servida, que descreveu como sendo "pior do que uma tortura".

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O militante de extrema-direita está a cumprir pena de 21 anos de prisão pelo atentado junto à sede do Governo norueguês em Oslo, no qual morreram oito pessoas, e pela chacina de 69 pessoas num acampamento de verão da Juventude Trabalhista, na ilha de Utoia, na Noruega. Na ilha norueguesa estavam cerca de 600 jovens que participavam num encontro do partido. Breivik executou grande parte das vítimas com uma bala na cabeça.

Anders Breivik está encerrado numa prisão de alta segurança e encontrava-se em isolamento devido ao seu comportamento "extremamente perigoso", segundo as autoridades. #Justiça #Terrorismo