Um grupo de vendedores usou o #Facebook para realizar venda de armamento, através de um comércio livre de fronteiras e impostos. Segundo o jornal "The New York Times" informou esta quarta-feira, este grupo tentou vender armas de fabricação britânica através desta rede social. Entre o material posto à venda estavam metralhadoras e revólveres que foram fabricados no Reino Unido, juntamente com material de guerra que foi fabricado noutros países, como a Rússia e os Estados Unidos. De acordo com o jornal inglês "The Guardian", a publicação que expunha o material foi imediatamente denunciada e apagada da rede social.

Estas actividades ilegais são uma clara violação à política de utilização do Facebook, tendo a empresa colaborado com as autoridades de modo encerrar as páginas que se dedicavam a negociações e venda de armas.

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Das sete páginas identificadas, seis foram encerradas, sendo a que se mantém será um grupo apenas de discussão sobre armas, sem oferecer qualquer possibilidade de compra.

Este #Crime foi denunciado pela consultora Armament Research Services. A empresa realizou um estudo que aponta que, mensalmente, seriam feitas 250 a 300 ofertas de armamento pelas redes socais e denunciou também o comércio de armamento pesado, através de uma página que comercializava pistolas, metralhadoras, granadas e mísseis que podem ser comandados à distância. 

Estes vendedores tinham os seus principais clientes na Líbia, Iraque, Síria, Iémen e outros países onde o Estado Islâmico e outros grupos, alegadamente, terroristas têm muita influência. Entre o material encontrado à venda no Facebook estava armamento vindo dos Estados Unidos da América, cujos destinos eram os seus aliados no Médio Oriente.

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Segundo o estudo, as ofertas para venda de armas podiam chegar até às 300 publicações por mês, sendo que as licitações se realizavam através de grupos privados no facebook. Entre as armas comercializadas nas redes socais e noutros sites de licitações secretas estavam metralhadoras kalashnikov de fabricação soviética e mísseis sofisticados que são activados através do calor do corpo do seu alvo. 

Desde Setembro de 2014 que o grupo realizou 97 tentativas de vender ilegalmente mísseis e artilharia pesada a várias organizações líbias no Facebook. #Redes Sociais