Paixão proibida não afasta mãe e filho. Não via o filho desde que o entregou para adopção e, num reencontro depois de trinta anos, apaixonaram-se um pelo outro. Paixão ou incesto? Quando Kim West ficou grávida aos 19 anos entregou o filho para adopção. Passados trinta anos reencontraram-se e apaixonaram-se de imediato. Ambos afirmam que a atracção mútua se deve a um fenómeno que na Psicologia é descrito como síndroma de "Atracção Sexual Genética".

Ao fim de 30 anos, Ben Ford, a viver nos #EUA, decidiu ir à procura dos seus pais biológicos e enviou uma mensagem à mãe, Kim West, que na época vivia no Reino Unido. Na sequência desse primeiro contacto, começaram a comunicar-se telefonicamente.

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Parece que nessa altura principiaram a sentir atracção um pelo outro, levando Ben Ford a separar-se da mulher e a ir residir com a mãe.

Estão juntos há dois anos, pretendendo agora casar e ter filhos. Numa entrevista dada ao The New Day, fazem alusão à sua vida sexual dizendo que é “incrível”. No início, a mãe biológica disse ter ficado preocupada por sentir atracção física pelo filho, mas fez uma pesquisa na internet à procura de informação sobre o assunto. Encontrou algo que a elucidou e tranquilizou quando se deparou com informação sobre o fenómeno denominado “Atracção Sexual Genética”, o qual se traduz por um desejo sexual intenso que pode surgir entre familiares geneticamente relacionados, que não tiveram a oportunidade de formar vínculos emocionais adequados.

De acordo com uma investigação do The Guardian, as agências de adopção estimam que em 50% dos casos, este fenómeno sucede entre pais e filhos que são separados desde a infância e se reencontram na fase adulta, podendo também acontecer com outros graus de parentescos, como irmãos e primos.

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No Estado de Michigan, onde mãe e filho vivem juntos actualmente, o incesto pode dar prisão perpétua, mas fica a dúvida se a autoridade intervirá neste caso.

Em Portugal, em termos legais, não há penalização para o incesto consentido entre pessoas adultas, como os casos de amor entre irmãos. Impera o princípio de que o Estado não deve intervir em casais formados de comum acordo, em plena posse das suas capacidades, por maior que seja a reprovação social. A lei portuguesa é assim omissa e nada conservadora, ao contrário do que acontece com alguns países europeus. Porém, na nossa sociedade este tipo de comportamento não é moralmente aceite. #Família #Legislação