12 pessoas é o total de refugiados sírios acolhidos pelo Papa Francisco e que embarcaram na ilha grega de Lesbos, juntamente com o líder da igreja católica. São três famílias - duas oriundas de Damasco e a outra da cidade de Deir Ezzor - incluíndo seis crianças. Segundo o jornal britânico The Guardian, os refugiados estavam em risco de ser deportados. O gesto de acolhimento do Papa impediu que tal ocorresse. A iniciativa de Francisco realizou-se por intermédio de um protocolo entre o Estado do Vaticano e as autoridades gregas e italianas.

Foi durante a visita à ilha de Lesbos, na Grécia, neste sábado (16 de Abril), que o Papa anunciou a transferência do grupo de refugiados para Itália.

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Segundo a SOMP - o organismo de coordenação da política migratória da Grécia - estas famílias fazem parte de um "grupo vulnerável". Afirma também que já tinham chegado à ilha antes do acordo da União Europeia ter entrado em vigor. Este acordo permite o reenvio dos migrantes que cheguem de forma ilegal para a Turquia.

Durante as cinco horas que o Papa Francisco permaneceu na ilha de Lesbos, orou juntamente com Bartolomeu I, líder espiritual dos cristãos ortodoxos, e o arcebispo de Atenas, Jerónimo II. Falou à população da cidade portuária de Mitilene, a capital de Lesbos, onde alertou para a tragédia dos migrantes: "Infelizmente, alguns, entre os quais muitas crianças, nem conseguiram chegar, morreram no mar, vítimas de viagens desumanas e de criminosos sem escrúpulos".

A ilha de Lesbos é considerada "a ilha da solidariedade", pelo modo como os seus habitantes têm acolhido os refugiados que lá têm chegado.

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Situada a pouco mais de 5 km da costa da Turquia, Lesbos é a "porta de entrada" para os migrantes que atravessam o mar para fugir da guerra.

As três famílias que serão acolhidas na comunidade italiana de Sant'Egidio são todas de confissão muçulmana. O Papa apelou, no seu discurso, à união de todos. "Deus criou o género humano para que forme uma única família. Se um dos nossos irmãos ou irmãs sofre, somos todos atingidos", afirmou. #Religião #Política Internacional #Causas