Um terramoto de magnitude 7,4 na escala de Richter foi sentido esta sexta-feira, 15 de Abril, na região de Kumamoto, no sul do Japão. No dia anterior, outro sismo de magnitude 6 sacudiu a mesma zona e causou o desabamento de edifícios. Devido ao abalo de quinta-feira, 14 de Abril, ocorrido a dez quilómetros de profundidade, registaram-se nove mortos e mais de 800 feridos. Ao longo do dia seguiram-se diversas réplicas, que provocaram vários fogos na localidade de Mashiki.

Devido à intensidade do abalo de sexta-feira, as autoridades emitiram um alerta de tsunami nos mares de Yatsushiro e Ariake como medida de prevenção. Embora o alerta tenha sido levantado, a agência meteorológica japonesa apela à população para que se mantenha afastada das zonas costeiras, devido à frequência de sismos fortes e réplicas. 

As autoridades mantêm-se atentas também à actividade vulcânica na ilha de Kyushu, local onde se registou o epicentro do sismo desta sexta-feira.

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Foram retiradas cerca de 44 mil pessoas do local devido à possibilidade de terem lugar novas réplicas e de os vulcões entrarem em actividade.

As centrais nucleares que se localizam na região afectada pelo abalo continuaram em actividade por não ter sido encontrado qualquer perigo para a população. A companhia de electricidade Kyushu Electric Power garante não haver razões para alarme nem anomalias na central de Sendai, onde estão localizados os únicos dois reactores ainda a funcionar no Japão. Já algumas fábricas, como da Honda, Sony e Bridgestone, fecharam as portas durante o segundo dia de actividade sísmica intensa na região. A fábrica de montagem de motos Honda mantém-se ainda a contabilizar os danos e a Sony suspendeu as suas operações sem registar qualquer tipo de danos significativos.

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O Japão é constantemente assolado por sismos de forte intensidade, embora geralmente não se registem grandes danos materiais e humanos. A construção dos edifícios e a organização das cidades está adaptada a este tipo de circunstâncias, com o objectivo de reduzir os danos causados pelos sismos mais intensos. #Ambiente #Catástrofes Naturais #Meteorologia