Um jovem, de 29 anos, foi morto a tiro, em Los Angeles, pelo próprio pai, por ser homossexual. A orientação sexual de Amir foi alvo de discussões e, em várias situações o rapaz foi de vítima ameaças de morte por parte do pai, Shehada Khalil Issa, de 69 anos. 

Amir perdeu a vida, na última terça-feira, 29 de Março, depois de ter sido alvejado com uma caçadeira disparada por seu pai, em frente à sua casa, em North Hills. Shedada foi detido no mesmo dia e está a ser acusado de #Crime premeditado. Os procuradores dizem que este crime também vai ser julgado como um  crime de ódio, uma vez que o pai desaprovava a "opção"  sexual do filho.

Publicidade
Publicidade

No local também foi encontrada, sem vida, a mãe de Amir e esposa de Shedada, Rabihah Issa, de 68 anos. A mulher tinha a pele perfurada com ferimentos que parecem ter sido feitos com uma faca. 

Segundo o comunicado feito pelo procurador de Los Angeles, a vítima foi assassinada devido à sua orientação sexual. O pai de Amir disse à polícia que disparou contra o filho em auto defesa, porque tinha encontrado o corpo da mulher já sem vida. A investigação sobre a morte de Rabihah, mãe de Amir, ainda está a decorrer. 

A família da vítima via a sua orientação como uma doença mental. Essa visão que, geralmente, faz parte do pensamento de indivíduos que acreditam que a homossexualidade é um distúrbio hormonal, leva a crer que a "doença" é curável com medicação. A família do jovem de 29 anos acreditava que Amir estava doente e tentou que um médico atestasse que a vítima sofria de perturbação mental.

Publicidade

Perante essa situação, a vítima fez uso do Facebook, no passado mês de Março, para lamentar a relação turbulenta que tinha com a família por não ser heterossexual. Numa das suas publicações, Amir escreveu que os médicos chegaram à conclusão que ele não tinha qualquer desequilíbrio mental e que os órgãos judiciais não tinham nada a apontar que revelasse a sua participação nalguma situação ilegal, tendo assim o cadastro limpo. A vítima escreveu na mesma publicação, de acordo com o JN, "Se há boas pessoas no mundo, por favor ajudem-me a libertar-me desta escravidão humana". #LGBT #EUA