O Primeiro-ministro da Islândia não aguentou a pressão e demitiu-se devido à sua alegada participação no caso Panama Papers, que confirma o seu envolvimento em desvio de dinheiro. Devido a este escândalo a população da Ilha da Islândia saiu à rua para mostrar a sua indignação. Um dos populares que se encontrava no meio da multidão falou com jornalistas, dizendo que estava presente no local para protestar contra a corrupção presente no Governo islandês, referindo-se ao facto de o Primeiro-ministro da Islândia ter sido acusado de desviar dinheiro e de o ter escondido em Tortola. O cidadão islandês expressou o seu descontentamento, dizendo que ele e o resto da população islandesa estão "fartos disto".

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É raro os islandeses concentrarem-se na Praça do Parlamento, em Reiquejavique, mas na segunda-feira 10 mil dos 300 mil habitantes de Islândia  juntaram-se num protesto de uma magnitude que nem a polícia, nem os partidos alguma vez presenciaram, para pedir a demissão do Primeiro-ministro.

Birgitta Jonsdottir, deputada do Partido Pirata, também prestou declarações, dizendo que acredita que o protesto é "único, não é só na Islândia, mas também nos países com os quais a população islandesa se compara", porque "as pessoas vieram protestar contra o colapso ético que sentiram com a emissão televisiva de domingo à noite".

Os Panama Papers revelam que Sigmundur Gunnlaugsson vendeu à sua esposa, a 31 de Dezembro de 2009, os 50% que detinha de uma empresa, por 1 dólar. Esta empresa era detentora de obrigações de bancos islandeses na altura em que o país estava a ser atingido por uma forte crise financeira. 

Sigmundur disse que este escândalo o apanhou de surpresa e pensa que deve pedir desculpa pelo comportamento que teve durante uma entrevista com uma estação de televisão sueca.

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Diz que, embora se sinta traído e desapontado, não deveria ter-se deixado afectar. O programa Edição da Manhã da SIC divulgou que a traição a que o Primeiro-ministro demissionário se refere diz respeito ao pedido de entrevista da televisão da Suécia sem que fossem reveladas com antecedência as perguntas que seriam feitas.

Dois dias depois da demissão de Sigmundur, o presidente islandês consultou os partidos e foi sugerido como novo primeiro-ministro, o Ministro das Pescas, de modo a que não seja necessária a realização de eleições antecipadas.  #Crime #Política Internacional