Papa Francisco visitou ontem a Ilha de Lesbos, na Grécia, para mostrar solidariedade aos refugiados que lá se encontram. O representante da Igreja Católica deslocou-se à Grécia, acompanhado por líderes de Igreja Ortodoxa, e visitou um campo de refugiados. A acção do Papa teve como objectivo mostrar aos dirigentes internacionais que é preciso ter compaixão pelas pessoas que fogem das sua pátrias, de modo a que as novas regras que visam fechar as portas da Europa para estes migrantes, reenviando-os para a Turquia, não sejam tão rígidas. Em vez de expulsar, a acção deveria ser no sentido de acolher os que mais precisam neste momento.

Uma emissora de televisão grega divulgou que, depois da visita de ontem, o Papa levou consigo alguns refugiados que estavam a viver em Lesbos.

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Destas pessoas que passarão a residir no Vaticano, encontram-se 8 pessoas oriundas Síria e duas Afeganistão. Até ao momento, já se encontram a viver no Vaticano duas famílias de refugiados. 

Estes actos de compaixão e respeito pelas pessoas que são obrigadas a escapar da guerra nos seus países de origem, podem ser lidos como uma forma do representante da Igreja Católica mostrar aos países da União Europeia que ele não pede apenas para a Europa não fechar a porta a estas pessoas, mas que também as abre, levando o Vaticano a dar o exemplo.

Mesmo tendo uma crença diferente da do Papa Francisco, muitos refugiados que se encontram no centro de detenção de Moria sentiram-se emocionados, quando este e os representantes ortodoxos se aproximavam. Algumas pessoas meteram-se de joelhos, enquanto outras gritavam "liberdade", de acordo com o site O Último Segundo.

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O Papa Francisco dirigiu-se para Lesbos de modo a ouvir, através dos próprios refugiados, quais são as suas histórias, como chegaram ali e de que mal tiveram de fugir, abandonando uma vida inteira, e para que o mundo tenha consciência da situação dos migrantes.

Foi assinada pelo Papa Francisco, o patriarca Bartolomeu e o arcebispo de Atenas Jerónimo II uma declaração que pede aos políticos que deixem de lado as suas preocupações exclusivas com a Europa, permitindo que as pessoas passem as fronteiras, e que os estados europeus passem a dar prioridade à vida de quem mais necessita neste momento.  #Religião #Emigração