Sete polícias foram assassinados por um grupo de homens armados, esta quarta-feira (20 de Abril), na cidade de Karachi, no sul do Paquistão. O grupo de polícias acompanhava uma equipa de vacinação em mais uma tentativa de tentar combater a poliomielite naquele país. Esta missão tem sido dificultada senão impossível devido aos grupos radicais islâmicos, incluindo os talibãs, que dizem que a campanha de vacinação contra a 'pólio' é uma maneira de esterilizar muçulmanos naquilo que eles consideram como conspiração e fachada.

Segundo um oficial da #Polícia, Feroz Shah, oito homens armados mataram os agentes em dois ataques diferentes, na zona oeste de Karach,i de Orangi Town.

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No Abbasi Shaeed Hospital, foi confirmado o número de mortos.

O Paquistão é um dos dois únicos países onde a poliomielite e a paralisia infantil ainda são consideradas doenças infecciosas, que afectam significativamente aquelas populações. Os ataques por parte dos militantes às equipas de intervenção, que têm como missão e objectivo erradicar a doença, têm dificultado a tarefa. 

Já não é a primeira vez que os militantes organizam ataques contra equipas de imunização. No dia 13 de Janeiro morreram quinze pessoas, vítimas de um ataque terrorista contra um posto de saúde em Quetta, capital da província do Baluschistão, Treze das vítimas eram polícias, uma era membro do grupo paramilitar Frontier Corps e a outra vítima era um civil. Este ataque terrorista foi reeinvindicado pelos terroristas do Tehrik-i-Taliban Pakistan, um grupo que concentra os seus ataques em equipas de vacinação que tentam fazer chegar a imunidade a este país, e que o fazem exactamente pelos motivos de suspeita de espionagem por parte dos serviços secretos paquistaneses.

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Em Fevereiro deste ano, e apesar das ameaças feitas contra as campanhas da vacinação para prevenir a 'pólio', foi levada a cabo uma grande campanha com mais de cem mil profissionais de saúde envolvidos, para continuar a combater esta doença que causa paralisia irreversível e que vem a diminuir após o seu aumento em 2014.

Apesar da própria comunidade já se sentir mais receptiva à vacina, ainda há muito a fazer, não só para tentar levar a vacina a estes países mas também a enfrentar os ataques terroristas que lutam contra este progresso. #Terrorismo