Desde de ontem, 4 de Abril, os trabalhadores em Cabo Verde passaram a ter direito a subsídio de #Desemprego, revela o Diário Económico. A taxa de desemprego neste país africano é actualmente de 15,4%, número revelado pelas estimativas dos sindicatos no ano passado. Este subsídio será administrado pelo INSP (Instituto de Previdência Social) do país e financiado em 1% pelas contribuições das entidades patronais e em 0,5 pelas quotas dos trabalhadores. Está previsto que o INPS contribua com os restantes 1,5%. 

O salário mínimo nacional instituído em Cabo Verde é de 11 mil escudos, o que equivale a 99,7 euros, e o subsídio de desemprego não pode ser mais baixo do que este valor nem mais elevado do que 2,5 salários mínimos.

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Tem direito ao subsídio quem se encontrar desempregado involuntariamente e tiver 180 dias de trabalho, desde que haja registo das suas remunerações e de pagamentos das contribuições e quotizações. O período para receber o subsídio de desemprego é condicionado pela idade e pelo registo de remunerações, podendo variar entre 2 a 5 meses. A pessoa em situação de desemprego deve pedir a atribuição do mesmo no prazo de 60 dias após ter ficado desempregado. O prazo tem início da data em que as entidades responsáveis têm notificação do desemprego. O desempregado deve inscrever-se no Centro de Emprego e Formação Profissional da sua área de residência.

A população cabo-verdiana tem taxas altas de desemprego há muito tempo. No ano de 2014 a taxa apresentou o valor de 15,8%, sendo que a população jovem é a que apresenta mais dificuldade em arranjar emprego, visto que, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística, 35,8% dos jovens encontravam-se sem trabalho.

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A percentagem de desempregados era de 12,2% em 2011 e aumentou para 16,8% no ano seguinte. No entanto tem estado a decrescer. Porém, a taxa da população jovem (com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos) em situação de desemprego tem estado a crescer. Em 2011 era de 27,1% , mas em 2014 aumentou para 35,8%. 

A população de Cabo Verde que não tem emprego encontrava-se a viver, maioritariamente, nas zonas urbanas e são sobretudo pessoas do sexo masculino (56,5% da população).