Fuzilamentos em massa, atentados suicidas, uso de reféns e explosões. Na noite de 13 de Novembro de 2015, as luzes de Paris apagaram-se na sequência de brutais ataques terroristas considerados os mais mortais ocorridos em França desde a Segunda Guerra Mundial e os mais mortais na União Europeia desde o 11 de Março de 2004 em Madrid.

Marta Oliveira estava lá. Estava de férias com um grupo de amigos e recorda-se que o dia tinha sido passado a explorar a cidade. Caída a noite, regressaram ao apartamento para descansar e foi então que começaram a surgir as primeiras notícias. “Tentámos perceber o caos instalado quando vimos que estávamos a pouco mais de um quilómetro do Bataclan.

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Ouvimos sirenes ininterruptas toda a noite. Na manhã seguinte França recolheu-se em tristeza e dor. Saímos com medo à rua mas saímos numa tentativa de contribuir para o regresso à normalidade”, lembrou.

Marta viaja com frequência mas em momento algum sente que as suas acções e escolhas são travadas pelo medo. “Mantenho as viagens como sempre, excluindo naturalmente países em conflito armado. Depois do luto, é importante olhar para o exemplo da Torre Eiffel que voltou a iluminar-se. Há uma luz que não se apaga: representa a mesma liberdade, igualdade, fraternidade”, concluiu.

O olhar de quem tem um laço emocional com Paris

A Blasting News também falou com Raquel Duque, como poderemos ver num dos artigos associados a este trabalho. Na sua formação académica, Raquel passou por Paris, no âmbito do programa de intercâmbio universitário ERASMUS e viveu este dia de uma forma muito particular.

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“Por um lado, tenho um laço emocional com Paris por ter vivido nesta cidade e por ter vários amigos que lá residem; por outro lado, tenho a percepção de que poderia ter sido Lisboa. Os alvos atacados (sede de um jornal, restaurantes/esplanadas, sala de concertos e estádio de futebol) são simbólicos e estão presentes em qualquer sociedade europeia. Personificam a liberdade de expressão e de imprensa, a cultura de liberdade e de tolerância para com o nosso semelhante e o usufruto de momentos de lazer”, disse a especialista.

  #Terrorismo #Tragédia