Os Estados Unidos estão a viver um momento conturbado no que toca à política, com os extremos a surgirem em força como também tem acontecido na Europa. Com esse ganho de força por parte da esquerda e da direita mais extremas, o Partido Democrata, que é de centro, vê-se obrigado a mover para a esquerda, influenciado pela campanha de Bernie Sanders e com o objetivo de conseguir convencer os apoiantes do senador pelo Vermont a votar em Hillary, expectável nomeada democrata.

Mas parece que essa mudança para a esquerda e esse objetivo em ganhar a eleição geral só serão alcançados através da saída de Debbie Wasserman Schultz, atual líder do Partido democrata.D

Debbie apoiou Hillary Clinton logo no início da corrida, o que, juntamente com as alegadas fraudes em algumas primárias, tem gerado descontentamento.

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Muitos apoiantes de Bernie Sanders afirmam que Hillary Clinton tem sido favorecida, e até os média já admite que Debbie Schultz está a jogar a favor da Hillary e contra Bernie. O The Hill informa que os membros do Partido Democrata têm discutido nos últimos dias sobre um possível afastamento da líder do partido. Segundo a mesma fonte, vários Democratas consideram que Schultz é uma figura muito divisiva  e que não vai contribuir para uma vitória dos democratas sobre os republicanos em Novembro, numa altura em que a ameaça de uma vitória de Trump tem aumentado exponencialmente.

Mas este processo para retirar Debbie Schultz da liderança do partido já começou, de alguma forma, com a indicação de apenas 4 membros para o comité democrata a serem escolhidos por ela. Clinton fica com 6 e Sanders com 5.

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A relação entre a líder do partido democrata e Bernie Sanders tem azedado nos últimos tempos, depois dos apoiantes de Bernie terem sido acusados de violência na Convenção Democrata no Nevada, seguindo-se críticas da líder ao candidato do Vermont pela sua resposta 'soft' em relação ao caso. Porém, essas acusações de violência ainda não foram provadas.

Alguns apoiantes de Hillary Clinton também sentem que Debbie deve ser afastada para que o partido se possa unir e ganhar a eleição a Trump, que já está sozinho na corrida republicana. Mas há quem não queira a sua saída por considerar que ela não está a afetar as chances dos democratas em ganhar a eleição.

Mas Debbie Wasserman Schultz, além desta estratégia contra si organizada pelos membros do partido, também tem concorrência na corrida pela liderança do partido, da parte de Tim Canova. Ele apoia Bernie Sanders e é apoiado também por ele, possuindo ideais bastante progressistas e liberais. Desde que Bernie declarou o seu apoio oficial a Canova, o candidato a líder do partido tem recebido imenso dinheiro em doações para a sua campanha, algo que poderá favorecê-lo e ajudá-lo a substituir Schultz.

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Até à convenção, o Partido Democrata é obrigado a decidir-se e a optar pelo melhor para que todos os democratas se possam unir em torno da provável nomeada, Hillary Clinton. A saída de Debbie Schultz poderá ajudar na eleição geral entre os apoiantes de Bernie Sanders, maioritariamente independentes e jovens. Mas temos que esperar para ver se os membros do partido vão mesmo optar por isto; se não o fizerem, a união poderá demorar a aparecer e Trump, como já vimos anteriormente, ganhará a Clinton. #Política Internacional #Eleições Presidenciais #EUA