Se a capital belga esteve e continua a estar em alerta, os portugueses que lá vivem e que lá fizeram os seus negócios também. A Blasting News falou com dois portugueses em particular. Jorge Taveira é proprietário do Restaurante Coimbra, considerado um ícone nacional em Bruxelas. Manuel Raposo fundou a Alpha Solar Security, uma empresa especializada na protecção de janelas ao nível da protecção solar mas sobretudo no campo da protecção anti-explosão. Aliás, depois dos atentados em Bruxelas, Manuel Raposo viu a actividade da empresa crescer de forma significativa uma vez que teve de “fazer trabalhos de protecção de vidros em certos organismos de alto risco com urgência”.

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Comecemos pelo dia dos atentados num dos principais centros nevrálgicos europeus. Jorge Taveira não estava em Bruxelas mas soube o impacto pela mulher que estava responsável pelo restaurante. “Foi o caos completo. As comunicações ficaram diminuídas (durante algum tempo não foi possível contactar por via telefónica), a cidade ficou paralisada e as autoridades aconselhavam as pessoas a permanecerem em casa”, conta. Já Manuel Raposo estava em Bruxelas nesse dia, com o sócio e o filho, e ouviu as notícias via rádio. “Bruxelas estava em pé de guerra. Tínhamos dificuldades em acreditar e foi um dia de muito stress, mesmo sabendo que Bruxelas tinha de ser um dia alvo dos terroristas”, defendeu o empresário.

Desde esse fatídico dia, ambos notam que as pessoas andam mais preocupadas, mais atentas.

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Mas, para Jorge Taveira, uma coisa é certa: este atentado já era expectável uma vez que estamos perante um problema “que se arrasta há algum tempo”. Mas em momento algum o proprietário do Restaurante Coimbra pensou abandonar a sua actividade em Bruxelas.

Impacto no turismo

O mesmo não acontece em termos turísticos, sobretudo no centro da cidade. “Logo a seguir aos atentados houve uma (grande) diminuição no que diz respeito aos turistas. Ainda há quem sinta alguma diferença mas já está tudo a entrar no normal. Nós não temos muita razão de queixa visto que não trabalhamos muito com turistas e os belgas apenas querem voltar à normalidade”, partilhou Jorge Taveira.

#Terrorismo tornou-se uma palavra demasiado banal e os seus efeitos são assustadoramente devastadores. Para Manuel Raposo, os Estados terão de estar mais atentos e “controlar os ramos dos integristas muçulmanos” e, nesse sentido, o empresário acredita que a Bélgica é um país de risco elevado “pela forma como deixou as coisas irem demasiado longe em vez de tentar impor a democracia”.

  #Blasting News Portugal #Tragédia