No seu entender, a Estratégia Nacional de Combate ao #Terrorismo tem falhado ou, pelo contrário, tem havido uma profícua partilha de informações entre todos os intervenientes?

Trata-se de uma questão que deve ser direccionada às autoridades competentes, embora uma eventual resposta dificilmente possa ser 100% frontal e sincera porque a divulgação da existência de algum aspecto que porventura funcione menos bem incorre na possibilidade de vir a ser explorado pelos terroristas e esse risco não pode acontecer.

No terreno, na sua opinião, que medidas preventivas devem ser adoptadas?

Um dos pontos cruciais prende-se com a necessidade de impedir o financiamento dos grupos terroristas.

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Desde 2001 que a comunidade internacional tem insistido neste ponto, nomeadamente com a adopção da Resolução 1373 do Conselho de Segurança da ONU (de 28 de Setembro) que previa o congelamento dos recursos de terroristas e seus apoiantes, bem como a proibição de os financiar.

Especialistas apontam uma variedade de fontes de financiamento dos grupos terroristas e do Daesh, em particular actividades criminosas (que incluem raptos e os respectivos pagamentos de resgates, extorsão, roubo de petróleo e a sua venda no mercado negro, o tráfico de pessoas, de bens valiosos, como antiguidades, e de recursos naturais, como marfim), mas também a cobrança de taxas e impostos nos territórios que controla. Há que averiguar ainda empresas e associações de fachada que sirvam para financiar grupos terroristas.

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Se o fluxo de financiamento for travado, o grupo terrorista não só deixa de ter meios para sustentar o armamento necessário para os combates militares ou para financiar atentados, como a confiança de populações que se juntam ao Daesh pode desaparecer pela incapacidade deste fornecer bens que tem conseguido providenciar (como saúde, educação, salários dos seus militares, pensões às famílias dos combatentes que morrem ou são capturados) e que alimenta o aliciamento de jovens a viajar para o seu território.

NOTA: A Estratégia Nacional de Combate ao Terrorismo é um compromisso de combate ao terrorismo em todas as suas manifestações, assente nos seguintes objectivos estratégicos: detectar, prevenir, proteger, perseguir e responder. Todas as estruturas nacionais com responsabilidade directa e indirecta no campo do combate ao terrorismo estão assim em mobilização, coordenação e cooperação.

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