Como é tradição, no passado dia 23 de Junho, véspera de São João, Sua Santidade [VIDEO] reuniu-se com Sua Alteza Eminentíssima, o Príncipe e Grão-Mestre da Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusálem, de Rodes e de Malta (Ordem de Malta). Para além da apresentação formal de cumprimentos, por altura das festas sanjoaninas, o Frei Matthew Festing aproveitou para informar o Papa dos trabalhos humanitários e médicos levados a cabo pela Ordem de Malta em todo o mundo. 

Durante a reunião com o Príncipe e Grão-Mestre da Ordem de Malta, o Papa louvou o trabalho da Ordem juntos dos refugiados sírios que têm chegado à Europa, bem como o trabalho levado a cabo pela rede de mais de 100.000 voluntários, associações e embaixadas da Ordem nos países de onde as pessoas estão a fugir, bem como nos países a que estas pessoas estão a chegar.

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O Papa Francisco foi ainda informado do número total de pessoas assistidas diretamente pela Ordem de Malta na Síria e no Iraque, cujo o número ascende aos 80 milhares.

Nesta audiência ao mais alto nível entre os líderes das duas nações mais pequenas do mundo, estiveram ainda presentes o Secretário de Estado da Santa Sé, o Cardeal Pietro Parolin, bem como os Cavaleiros do Governo da Ordem.

Note-se que a Ordem de Malta, enquanto entidade pública do Direito Internacional e nação sem território, mantém ainda relações diplomáticas com mais de 120 países. A Ordem de Malta manteve ainda um acordo de subvenções com União Europeia em 2014, através do qual recebeu cerca de 11.500.000 euros.

Ainda que estes valores possam parecer exagerados para uma das ordens de cavalaria católica mais antigas do mundo, é importante referir que esta, para além dos seus 13 500 cavaleiros e damas (a maioria aristocrata), emprega 25.000 médicos, enfermeiros e auxiliares de ação médica, que juntamente com uma extensa rede de voluntários auxiliam idosos, deficientes, refugiados, crianças, sem-abrigo e ainda aqueles com doenças terminais e lepra, independentemente das suas origens e crenças religiosas.

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#Religião #Política Internacional