Mais um dia de terror em França. O dia em que se comemora a Tomada da Bastilha terminou da pior forma. Até ao momento estão confirmados 84 mortos e mais de 100 feridos graves. O ataque com um camião não foi reivindicado.

Pelas 23h20 (hora de França) de ontem, 14 de Julho, os franceses festejavam um pouco por todo o país o feriado nacional que assinala a tomada da Bastilha, que ocorreu em 1789. Enquanto viam o fogo de artifício em Nice, no famoso "Passeio dos Ingleses" (a avenida marginal), um camião invadiu a zona, abalroando as pessoas que por ali passavam.

Nas imagens que estão a ser divulgadas pelas televisões, vê-se o camião a entrar na avenida dentro, de forma lenta, acelerando depois subitamente em direcção às pessoas.

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As imagens mostram também a polícia já a correr atrás do camião, na tentativa de tentar parar o condutor.

Segundo as últimas informações, o camião terá circulado cerca de dois quilómetros até ao momento em que as autoridades conseguiram abater o condutor. O presidente francês, François Hollande, encontrava-se em Avignon, tendo, entretanto, já regressado à capital.

O ataque ainda não foi reivindicado, mas começam a surgir nas #Redes Sociais indicações de que os apoiantes do Daesh estarão a congratular-se com o sucedido.

De acordo com o Expresso, que relata o Le Figaro, “há pessoas a correrem, é o pânico. Há muito sangue, sem dúvida há feridos”, segundo revela uma testemunha.

Há ainda a suspeita de que poderá haver um suspeito em fuga, informação esta que ainda não foi confirmada.

Quase ao mesmo tempo, em Paris, capital francesa, um incêndio nas proximidades da Torre Eiffel levantou suspeitas de que os dois acontecimentos estariam relacionados, caso este que já se confirmou infundado.

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O incêndio em Paris foi uma mera casualidade.

O gabinete de crise está neste momento reunido. O presidente Hollande já determinou um prolongamento do estado de emergência, que vigorava desde os atentados de Novembro, e que deveria terminar este mês. Ontem mesmo, Hollande havia declarado que o estado de emergência cessaria uma vez que só deve ser aplicado em condições excepcionais, mas que a ameaça terrorista não havia desaparecido. #Terrorismo #Violência