Foi nesta sexta-feira, 15 de Julho, que a Turquia assistiu a uma tentativa de golpe de Estado levada a cabo por militares do exército turco. O objectivo seria afastar o actual presidente turco, Recep Tayyip Erdogan e, segundo os militares, "restabelecer a democracia". Durante as horas críticas da revolta, o presidente apelou aos populares para que ajudassem a travar os militares.

Perto das 3:00 deste sábado já se contabilizavam 23 mortos (6 civis e 17 polícias) e mais de uma centena de feridos. Perto das 21:00 em Lisboa (23:00 locais) registou-se uma troca de tiros entre helicópteros do exército turco e agentes da polícia na área do quartel do Estado-Maior em Ancara.

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Simultaneamente, ocorriam tiroteios também em Istambul, inclusive no aeroporto, que foi encerrado. Todos os voos foram cancelados e os aviões com destino a Istambul foram desviados para outros aeroportos.

Pouco tempo depois, a televisão estatal turca NTV suspendeu a emissão com a chegada de soldados às instalações da estação. Com a emissora já controlada pelos revoltosos, um porta-voz anunciou na estação televisiva que a Turquia passaria a ser governada por um "conselho de paz" após o afastamento de Erdogan. O presidente foi acusado de desrespeitar as leis democráticas no país, pelo que era necessário aprovar uma nova constituição. Foi, assim, declarada a lei marcial na Turquia.

Erdogan ausente do país durante tentativa de golpe de Estado

Foi via Facetime à CNN Turk que Erdogan fez um breve discurso ao país, apelando ao povo que saisse às ruas e resistisse aos militares que se revoltavam.

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O presidente turco afirmou que o golpe estava a ser orquestrado por uma facção minoritária do exército turco que seria posteriormente purgada. Erdogan encontrava-se na província costeira de Marmaris (no sudoeste da Turquia) quando se deu a revolta.

Após o apelo do presidente turco começaram a registar-se mais confrontos, nos quais participavam também civis. Apesar de ter sido declarado o recolher obrigatório no país pelos militares, a população mantinha-se nas ruas e ia publicando nas redes sociais os acontecimentos da revolta. Cerca da 1:30 da madrugada de sábado (hora de Lisboa), o primeiro-ministro turco Binali Yildirim anunciou o controlo da situação e da televisão estatal. Nesse momento, o presidente turco aterrava no aeroporto Attaturk, em Istambul, e era recebido por centenas de civis. Minutos depois, discursou numa das salas do aeroporto turco, condenando a tentativa de golpe de estado e garantiu a punição daqueles que o planearam.

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A tentativa de golpe foi condenada por vários países, que se mostraram preocupados com o futuro pouco estável da Turquia, que já foi palco de dois atentados neste ano. #Política Internacional #Violência