Uma mãe de 27 anos foi condenada a 30 anos de prisão por ter assassinado o seu filho de 8 anos. O caso remonta a 2014 em Ragusa, na ilha italiana de Sicília quando Veronica Panarello decidiu matar o filho por ele ter, alegadamente, descoberto um romance que aquela tinha com o seu avô paterno. A mulher diz-se inocente e acusa o homem de ter sido ele o autor do #Crime. Por sua vez, o sogro nega qualquer envolvimento e anunciou que lhe ia exigir uma indemnização por calúnia.

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Segundo o jornal Quotidiano, o tribunal considerou que Veronica Panarello é a autora dos crimes de homicídio e ocultação de cadáver, enaltecendo a sua premeditação e crueldade.

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Ao longo de cerca de dois anos, a história ficou marcada por versões contraditórias por parte da arguida.

No dia 29 de Novembro de 2014, Veronica Panarello denunciou às autoridades o desaparecimento do seu filho Loris, de 8 anos. Ao início da noite o corpo foi descoberto por um caçador. A autópsia viria a confirmar que o rapaz foi estrangulado, possivelmente com cabos eléctricos. Poucos dias depois do início da investigação, as autoridades não encontraram consistência entre o depoimento de Veronica e os elementos de prova existentes. A 9 de Dezembro, a mulher foi detida pela polícia por suspeita de homicídio e ocultação de cadáver, apesar de aquela ter garantido estar inocente..

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Cerca de um ano depois, Veronica apresentou uma nova versão dos factos e informou que o filho morreu acidentalmente quando brincava com cabos eléctricos em casa. Contudo, em Fevereiro de 2016, a mulher apresentou uma nova versão, tendo acusado o sogro de ter matado Loris, por este ter descoberto a relação amorosa que os dois mantinham. O homem foi investigado mas o Ministério Público manteve a suspeita sobre a mãe da criança, tendo pedido, nas alegações finais, a sua condenação em 30 anos de prisão por homicídio qualificado premeditado e ocultação de cadáver. Nesta segunda-feira, 17 de Outubro, o tribunal de Ragusa confirmou o pedido da acusação. Veronica Panarello mantém o seu apelo pela inocência e considera aquela pena injusta, tendo o seu advogado anunciado que iria recorrer da decisão judicial. #Polícia