Foi ontem (10 de Outubro) divulgado um vídeo em que o autoproclamado Estado Islâmico apresenta o Presidente da República Portuguesa com o rei de Marrocos. Apesar de já ter surgido há mais de um mês, só ontem passou a ser do domínio público, quando o comentador político Nuno Rogeiro o divulgou. Em termos de segurança, o Chefe de Estado afirma que não há nada de novo. De acordo com o gabinete da presidência, as autoridades competentes tomaram conta do assunto.

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O jornal Diário de Notícias traz na sua edição de hoje a fotografia de #Marcelo Rebelo de Sousa que surge no vídeo de propaganda do Daesh.

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Para além do Chefe de Estado português, consta ainda na imagem o Rei de Marrocos, Mohammed VI.

Esta imagem terá sido tirada em Junho, aquando da última visita de Marcelo a Marrocos, altura em que condecorou Mohammed VI com a Ordem de Santiago. No vídeo, intitulado “Geração do Califado”, o autoproclamado Estado Islâmico apelida o Chefe de Estado português de “infiel”, enquanto que o marroquino é chamado de “muçulmano sem vergonha”.

O caso foi ontem, 10 de Outubro, divulgado pelo comentador político Nuno Rogeiro durante um seminário sobre comunicação e #Terrorismo

Contactado o gabinete da presidência, sabe-se que as autoridades competentes tomaram conta do assunto, sendo que o objectivo do Daesh ao publicar esta imagem seria atingir o Rei de Marrocos. Na imagem surge uma lupa sobre a condecoração dada por Marcelo a Mohammed VI e, em voz off, é possível ouvir: “Líderes ditos muçulmanos não têm vergonha de mostrar prémios e condecorações dados por infiéis, como mostra a imagem”, escreve o Diário de Notícias, acrescentando ainda que terá sido dito no fim que “o verdadeiro Islão não esquecerá estes actos”..

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Questionado pelos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa afirma saber do vídeo e que o mesmo “já apareceu há um mês e tal". "Não há problema nenhum. Não é nada de novo que não se soubesse, e, portanto, a segurança dos portugueses continua igualmente garantida”, cita o Diário de Notícias.

Apesar de não haver uma ameaça directa a Portugal, o Estado Islâmico já afirmou querer conquistar a Península Ibérica até 2020. #Política Internacional