Foi detido um grupo de jihadistas que usava roupas de mulheres para escapar à operação militar que está em curso em Mossul. De acordo com o Jornal de Notícias, as mulheres foram autorizadas, pelo líder Abu Bakr al Baghdadi a fugir da cidade e alguns membros do Estado Islâmico aproveitaram a ocasião e disfarçaram-se como forma de saírem ilesos da guerra.

A operação para a reconquista da cidade iraquiana de Mossul ao Estado Islâmico teve início na segunda-feira (17 de Outubro), segundo anunciou Haider al-Abadi, o primeiro-ministro do Iraque. "Hoje declaro o início dessas operações vitoriosas para libertar-vos da violência e do #Terrorismo do Daesh", disse, dirigindo-se à população de Mossul. Foi através de uma declaração transmitida à estação televisiva iraquiana Iraqiya que Haider al-Abadi informou os residentes da região da enorme ofensiva contra o Estado Islâmico. A operação, que envolve entre 30 mil e 49 500 militares, conta com o reforço do exército curdo, de grupos tribais sunitas e milícias xiitas, todos apoiados pela coligação internacional liderada pelos Estados Unidos.

Para os especialistas esta será uma guerra bastante difícil. Porém, caso seja bem-sucedida, poderá ser um momento decisivo para o início do fim do Daesh, uma vez que Mossul tem sido uma fonte de receita para financiar o grupo. A cidade situa-se perto de poços de petróleo, tem uma importante rede de estradas e é um centro comercial chave na região.

Antes de dominar esta região, o Daesh era apenas um grupo terrorista local. "Mossul foi onde o EI ganhou reputação global", diz Caroline Hawley, correspondente da BBC. Depois liderar a cidade, o grupo estabeleceu sua operação para recrutar seguidores pelo mundo.

Desde 2014, o autoproclamado Estado Islâmico declara vários territórios do Iraque e da Síria “Califados”, ou seja, um "Estado" governado segundo a lei islâmica, a sharia. Contudo, ao longo do ano de 2016, o Daesh tem vindo a perder o domínio de várias regiões, nomeadamente a cidade de Dabiq, na Síria, que foi recentemente recuperada pelos rebeldes sírios. #Política Internacional #Insólito