Os médicos indianos e do mundo inteiro estão surpreendidos com uma ocorrência médica raríssima: um recém-nascido veio ao mundo com os braços e a cabeça do seu irmão parasita. O parto da criança, de sexo masculino, foi natural. Porém, de acordo o site do Correio da Manhã, a criança continua sem ser registada.

O gémeo parasita provém do tronco do seu irmão, o que faz com que não tenha pernas nem órgãos genitais. Apesar disso, as duas crianças têm pulmões e corações distintos, mas por outro lado dividem a corrente do sangue e o fígado.

A equipa médica que acompanha o caso na Índia refere que é possível retirar o irmão parasita para que a outra criança possa continuar a viver.

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Contudo a cirurgia vai ser demorada e bastante complexa.

Hemlata Singh, 28 anos, é a mãe dos gémeos. De acordo com a progenitora, durante a gravidez nunca foi vigiada nem fez ecografias. O seu objetivo era realizar o parto em casa.

No sábado, 12 de novembro, entrou em trabalho de parto e, depois de um dia inteiro com contrações, não havia sinais do nascimento do bebé. Decidiu então ir ao Hospital Feminino Ummed, no Rajastão, acompanhada pelo marido, onde os médicos realizaram o parto.

O médico que acompanhou o caso, Anurag Singh, refere que é uma situação rara de um "gémeo parasita, em que o segundo bebé não está completamente formado". De acordo com o responsável, apesar de terem os pulmões e os corações separados, dividem a mesma artéria mamária, o que torna a cirurgia mais complexa.

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Porém, a criança está bem de saúde e as hipóteses de viver depois da operação são bastante satisfatórias.

Em cada 500 mil nascimentos, num deles ocorre um gémeo parasita. Isto acontece devido a uma demora no afastamento de embriões no momento da conceção. Enquanto um embrião se vai desenvolvendo, o outro é sacrificado para que o seu irmão se possa desenvolver naturalmente.

Segundo o site da Wikipédia, há cerca de cem casos registados no mundo. A maior parte dos casos surge com anencefalia. É uma situação benigna e a cirurgia é o tratamento mais indicado para a extração do fetus in fetu. #Curiosidades #Casos Médicos #Insólito