São mulheres de nacionalidade portuguesa e estão em Lisboa, por ocasião do Web Summit [VIDEO]. Ainda que não se conheçam, partilham, para além do gosto pela tecnologia, o "descontentamento" com o desfecho das eleições norte-americanas, revelado esta noite. Depois de uma campanha pouco comum e onde não faltaram comentários sexistas, Donald Trump é o novo presidente dos Estados Unidos da América.

No Web Summit, que decorre em Lisboa até amanhã (10 de Novembro), existe um espaço dedicado só ao sexo feminino. Foi aqui, no Women in Tech Lounge, situado no pavilhão 3 da FIL, que fomos saber o que pensam as participantes do evento sobre esta eleição.

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"É daquelas coisas que achamos que são possíveis, mas que nunca vão acontecer", começa por afirmar Andreia Santos. Aos 33 anos de idade, esta portuguesa afirma não conseguir "acreditar que as pessoas viram ali um futuro". "O mais assustador não é ele ter sido nomeado, mas que as pessoas acreditem nele. Neste momento, o que eu espero é que este político não cumpra as promessas", assevera. Afirmando que "o mundo está perdido", Daniela Branco acredita que esta é uma eleição que "reflete um pouco a sociedade que temos hoje em dia e que tende a não pensar e a não tomar decisões em consciência".

Também Jaqueline Silva admite ter sido surpreendida pelo resultado. "Já li alguns artigos sobre o tema e acho que isto é a prova de que nos #EUA tudo pode acontecer. O futuro é incerteza", lamenta. Teresa Lacerda tem 50 anos e afirma estar "em choque".

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Ainda assim tenta manter o otimismo. "Acho que as mulheres vão ter algo a dizer, com Hillary ou sem Hillary", afirma.

Já Catarina Távora não se mostra estupefacta com a decisão dos norte-americanos. "De certa forma não estou surpreendida tendo em conta o que aconteceu na Inglaterra com o Brexit e que penso que possa ter impulsionado isto também. Não podíamos esperar melhor dos americanos do que dos ingleses", assevera. Para a jovem de 30 anos, a eleição de Donald Trump "é um pouco triste para nós que estamos aqui a pensar num mundo aberto depois de oito anos de mandato de um Obama. São muitos anos de trabalho que vão ser desfeitos em meses pelo Trump, mas foi o que os americanos quiseram, não podemos dizer mais nada, é democracia". Certa de que se Bernie Sanders estivesse na corrida teria ganho, esta jovem alerta para o facto de, nós portugueses, estarmos a "ver as coisas de fora". "Acredito que haja muitos problemas no país que não estejam a ser resolvidos e daí eles tentarem a mudança", conclui. #WebSummit #Eleições Americanas