Erwin Tumiri, um dos seis sobreviventes do voo da LaMia, falou pela primeira vez sobre a queda do aparelho que vitimou 71 pessoas que seguiam a bordo. A entrevista foi concedida ao canal brasileiro TV Globo e foram agora conhecidos os pormenores. O técnico aeronáutico já está na Bolívia. Na entrevista manifestou ainda o desejo de conhecer a cidade brasileira de Chapecó.

Aos 25 anos, o técnico aeronáutico mantém ainda o sonho de vir um dia a ser piloto de aviões comerciais, agora que a vida lhe deu, literalmente, uma segunda oportunidade. Erwin, um dos sobreviventes, contou na primeira pessoa o que aconteceu naquele voo.

Refere que no momento anterior à queda do avião “estava a falar com o treinador que estava a ensinar-me a falar português, quando ouvimos a ordem apertem os cintos porque vamos aterrar”. Adianta ainda que depois disso sentiu apenas uma vibração e uns ruídos e admite ainda não se lembrar de mais nada.

Nesta breve entrevista negou as notícias que davam conta conta de que teria colocado uma mala entre os joelhos, colocando-se depois em posição fetal, procedimento que são treinados para efectuar em casos como aquele que veio a concretizar-se.

A esse respeito, e tal como refere o Correio da Manhã, Erwin terá afirmado: “Eu não disse nada disso. É a primeira vez que estou a falar para a imprensa. Não percebi que o avião ia cair, ninguém percebeu. Estavam todos prontos para uma aterragem normal”. Desmentiu ainda as notícias de que teria havido pânico a bordo.

Relativamente ao plano de voo, elaborado por ele próprio, Erwin refere que só no momento da descolagem é que percebeu que não iriam fazer uma escala técnica em Cobija. “No momento da descolagem voltei a perguntar se íamos parar em Cobija e disseram-me que íamos directos a Medellin. Os depósitos estavam atestados ao máximo”, refere.

Depois do acidente, e de encontrar com vida a colega Ximena Suárez, a preocupação de Erwin era afastar-se do local, com medo que o aparelho explodisse.

Agora, e depois de ter tido alta do hospital na Colômbia, Erwin referiu nesta entrevista que quer “ir a Chapecó e conhecer a cidade. Às vezes sinto como se tivesse sido salvo por eles, como se eles tivessem dado as suas vidas pela minha”, cita o Correio da Manhã. #Chapecoense #Acidente de Aviação #Tragédia