Não tem uma bola de cristal, mas adivinha um futuro negro para os #EUA. É a previsão do jornalista e escritor norte-americano Richard Zimler para o mandato do Presidente republicano Donald Trump, que toma posse esta sexta-feira, dia 20 de janeiro. Segundo o autor de “O Último Cabalista de Lisboa”, #Trump “ameaçou tirar os Estados Unidos da América (EUA) do Acordo de Paris, ele não acredita nas mudanças climáticas, ele nomeou alguém para a Agência de Proteção Ambiental norte-americana que não acredita nas mudanças climáticas, ele vai apostar no carvão, não vai apostar nas energias alternativas.” E afirma: “O Trump é como uma avestruz que está a enfiar a cabeça na areia e não conhece os problemas ambientais”.

Aumento da pobreza com o fim do Obamacare

O fim do programa público de saúde lançado pelo anterior presidente dos EUA, #Barack Obama, - Obamacare - é outro dos erros apontados pelo jornalista que reside em Portugal. Richard Zimler defende que “uma rede de saúde pública como existe em Portugal é muito importante, não só psicologicamente para as pessoas mas também financeiramente, para os bolsos das pessoas”. E remata: “Sem isso, vai haver mais pobreza nos EUA e pobreza infantil também. Eu acho que vamos ter um país mais selvagem, mais capitalista”.

Trump ataca China, ONU e CIA

Segundo este jornalista com dupla nacionalidade, portuguesa e norte-americana, as relações internacionais vão ficar mais tensas. Donald Trump já identificou a China como um alvo comercial a abater. Por isso, Richard Zimler receia “uma guerra comercial com a China”.

Na Organização Nacional das Nações Unidas (ONU), o clima também será conflituoso, na opinião deste jornalista, já que o novo presidente dos EUA escolheu uma embaixadora rígida, Nikki Haley, que não está disposta a dialogar. De acordo com Zimler, “o discurso dela (Nikki Haley) é no sentido de impor a vontade norte-americana sobre as Nações Unidas, isso não vai resultar”. E conclui: “É precisamente essa a mentalidade de Trump, é a mentalidade de um diretor de uma grande companhia, ele acha que vai decidir tudo, mas isso não vai resultar em França, Portugal, Alemanha ou qualquer outro país, daí que ele vai ter de aprender muito rapidamente uma linguagem diplomática e uma maneira de pensar mais sensata”.

Será uma governação instável marcada também pelos ataques de novo líder dos EUA aos serviços secretos norte-americanos. Recorde-se que o último presidente que afrontou a CIA, John F. Kennedy, foi assassinado a meio do mandato.