Já ouviu falar do #Relógio do Juízo Final? Este relógio foi criado por um grupo de cientistas da Universidade de Chicago e surgiu durante a Guerra Fria, em 1947. O seu objetivo era representar metaforicamente o quão próximo estamos de destruir o nosso planeta, através de uma catástrofe global provocada por uma guerra nuclear. Quando o Relógio (o Doomsday Clock, no original) apontar as doze badaladas, estaremos portanto perante a destruição ou o #fim do mundo. Quando foi criado estava a sete minutos da meia-noite, e é anualmente atualizado pela Bulletin of the Atomic Scientists (BAS) de acordo com o que se passa com o mundo, podendo os seus "ponteiros" andar para a frente ou para trás.

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Este ano, com a tomada de posse de Donald Trump, o relógio avançou para os dois minutos e meio para a meia-noite.

Este acerto para mais perto das 24 horas, não só se deve à eleição de Trump, como também às ameaças nucleares e mudanças climáticas. Mas a verdade é que "Com a eleição de #Donald Trump como presidente, os Estados Unidos enfrentam uma nova era de discussão sobre as mudanças climáticas. Há alguns indícios de que o novo presidente e o seu governo abordarão as mudanças climáticas como uma farsa, o que ele já alegou durante a sua campanha", tal como proferiu o editor-chefe do Boletim de Cientistas Atômicos, John Mecklin.

A BAS chegou mais longe na crítica a Trump ao dizer que "apesar de só agora ter tomado posse, as declarações intempestivas do presidente, a sua falta de abertura para aconselhamento de peritos e as nomeações questionáveis agravaram a já má situação da segurança internacional".

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Esta não é a primeira vez que o Relógio do Juízo Final avança os seus ponteiros no caminho da hora certa, inclusive já esteve a dois minutos, em 1953, quando os EUA e a Rússia fizeram testes com bombas termonucleares. Curiosamente, também já marcou 17 minutos para a meia-noite em 1991, quando estes mesmos países assinaram o Tratado de Redução de Armas Estratégicas.

Nos últimos dois anos, o relógio esteve a três minutos da meia-noite, e os especialistas do organismo já haviam alertado que a "probabilidade de uma catástrofe global era muito alta e que era necessário tomar decisões para reduzir os riscos de um desastre". Após este avanço de trinta segundos, o Bulletin considera que "o risco ainda é maior e a necessidade de agir mais urgente".