Tobias Ellwood é um deputado que trabalha no ministério dos Negócios Estrangeiros britânico. Encontrava-se no parlamento na altura do #Atentado ocorrido em #londres esta quarta-feira (22 de Março), e assim que se apercebeu que o #Polícia que fazia a segurança do edifício tinha sido atingido, correu imediatamente para o local onde ele se encontrava caído, após ter sido esfaqueado, determinado a socorrê-lo.

Ainda antes da chegada das equipas médicas, Tobias iniciou as manobras de suporte básico de vida e tentou mesmo estancar as hemorragias. No entanto, devido às lesões serem múltiplas e demasiado profundas, ocorreram enormes perdas de sangue que resultariam mesmo na morte do agente britânico.

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Os golpes sofridos situavam-se na região dorsal e debaixo dos braços. Mais um polícia que deu a própria vida em nome da segurança pública e no cumprimento do seu dever.

Também o irmão desse deputado britânico morreu em 2002 num atentado em Bali, na Indonésia.

Todas as imagens captadas no dia do atentado, logo depois do ataque terrorista em Westminster, mostraram ao mundo o deputado conservador Tobias Ellwood a efectuar manobras de reanimação ao polícia esfaqueado. O agente chamava-se Keith Palmer, era pai e tinha 48 anos de idade.

No parlamento britânico, durante a manhã desta quinta-feira (23 de Março), o deputado encontrava-se muito emocionado, remeteu-se ao silêncio e não prestou declarações sobre o ataque terrorista em Westminster e no Parlamento. Apenas proferiu três palavras ao jornal "The Times": "Que mundo louco".

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No entanto, todos os outros deputados o elogiaram muito pela sua tentativa de salvar o polícia e até a primeira-ministra britânica já elogiou a nobre atitude tida pelo deputado.

Tobias Elwood já ganhou mesmo o apelido de "herói" após ter sido fotografado a ser o primeiro a prestar os primeiros socorros ao polícia esfaqueado quando tentou impedir que o terrorista entrasse no parlamento.

De recordar que no atentado de ontem na ponte de Westminster e no parlamento, quatro pessoas morreram: Aysha Frade, 43 anos, nacionalidade britânica mas com origem espanhola e casada com um português; um polícia, Keith Palmer, 48 anos; Kurt Cochran, norte-americano, que realizava na altura uma viagem pela Europa para assinalar o 25.º aniversário do seu casamento (a sua mulher, Melissa ficou gravemente ferida); e o atacante agora identificado como Khalid Massod.

O ataque ocorrido no coração de Londres foi já reivindicado pelo Estado Islâmico.