A história do pequeno Tiny Charlie, de apenas sete meses de idade, está a emocionar o mundo. Os médicos afirmam que a criança está a sofrer com uma doença rara e querem antecipar a sua morte. Os pais estão desesperados e lutam para contrariar a intenção dos clínicos. Querem tentar um tratamento pioneiro para salvar o filho. O caso chegou ao tribunal e a vida do pequeno Tiny Charlie está agora nas mãos da decisão de um juiz.

Os pais de um bebé de 7 meses de idade recorreram ao tribunal para impedir que os médicos desliguem a máquina que está a prestar suporte básico de vida à criança. Tiny Charlie Gard tem uma doença degenerativa genética rara que, segundo a opinião clínica, não tem cura.

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Os profissionais do hospital de Great Ormond Street, em Londres, querem desligar os mecanismos de suporte de vida e colocar o bebé em cuidados paliativos para aliviar o seu sofrimento e, dessa forma, antecipar a morte. Contudo, o pai Chris Gard, de 32 anos, e a mãe Connie Yates, de 31 anos, têm esperança que a situação seja revertida e querem levar a criança a um hospital da América para conseguir um tratamento pioneiro.

O casal entende que o estado do pequeno Tiny Charlie não é tão sombrio como os médicos afirmam. A sua advogada esclareceu, nesta sexta-feira (3 de Março) em tribunal que os pais acreditam que o bebé está muito melhor do que o hospital quer fazer crer. Actualmente o casal está a tentar obter o dinheiro suficiente para viajar com a criança até à América, onde um hospital já se disponibilizou a aplicar um tratamento ao bebé.

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Desde que Tiny Charlie foi internado no Great Ormond Street, em Outubro do ano passado, que os pais passam todas as horas que podem ao lado do filho, conversando com ele e acariciando-o. Sempre que lhe trocam a fralda, o pequeno Charlie move os braços e, ocasionalmente, consegue abrir os olhos. Gestos que deixam os pais com esperança, não desistindo de lutar pela sua vida, afirmando que a sua presença faz acalmar a criança.

Tiny Charlie nasceu um bebé saudável, mas começou a perder peso e força, até que foi internado nos cuidados intensivos. Foi-lhe diagnosticada uma doença que afecta as células, impedindo que o corpo produza energia suficiente. Os médicos do hospital Great Ormond Street consideram que se trata de uma doença incurável e que cada dia que passa se traduz em mais um dia de sofrimento para o pequeno Charlie. A decisão do tribunal deverá ser proferida no início do próximo mês. #Justiça #Casos Médicos