Depois das primeiras sugestões, aqui ficam mais 5 razões para ir até ao Oeste. Esta região é uma caixinha de surpresas, onde há sempre algo novo por descobrir, na praia ou no campo, no Inverno ou no Verão. Quantos já desceram à capela que D. Fuas Roupinho mandou construir no Sítio da Nazaré, no século XII, e onde Vasco da Gama veio em peregrinação depois de voltar da Índia? Ou quantos já navegaram até… à Berlenga?

6 - A Nazaré foi uma das primeiras praias turísticas de Portugal. É fácil de perceber porquê. É o seu promontório, o Sítio, de características únicas na costa portuguesa. É a sua praia urbana, bordejada pela Marginal, com as suas lojas, restaurantes e bares.

Publicidade
Publicidade

É o carácter etnográfico único do seus habitantes, numa vila nascida da pesca e do mar. Nem a redução da importância da pesca, e a gradual passagem ao turismo, apagou essa diferença. É Garrett McNamara e a onda gigante que ele dominou, a maior do planeta. É o parque aquático, é o Morro de S. Brás, é o Carnaval e a Passagem de Ano. E é as nazarenas, trajadas a rigor, e com os típicos cartazes anunciando quartos, chambres, rooms, zimmer. São as "chambristas". E é a romaria religiosa de Setembro.



7 - O Palácio Nacional de Mafra, mais conhecido como Convento, inspirou uma das maiores obras de José Saramago. Muitos dirão que foi uma obra faraónica e a despropósito do rei D. João V, gozando os Fundos para a Coesão que vinhas de Minas Gerais, no Brasil. Mas não deixa de ser um símbolo que D.

Publicidade

João pretendia: a recuperação do orgulho e da auto-estima de Portugal, depois de um século duro e difícil como foi o século XVII.

8 - Além disso, à saída de Mafra e a caminho do mar está a Aldeia Típica de José Franco. À medida que os anos passam, à medida que a transição da economia agrícola para a economia de serviços/mais-ou-menos indústria se vai fazendo, o imaginário simbólico desta exposição viva cresce. Para os mais novos, é cada vez mais difícil fazer a ponte para o modo de vida dos antepassados, e para se perceber o que se perdeu e o que se ganhou, também. É uma lição divertida e memorável para todos, onde não falta espaço para uma boa refeição.

9 - Peniche não tem a mesma tradição turística da Nazaré. Mas tem tudo para vir a ter. Não tem promontório, mas é um cabo, e tem uma ilha bela e misteriosa no horizonte, a Berlenga, onde se chega de barco em meia hora. O arquipélago é considerado Reserva Mundial da Biosfera da UNESCO. Tem também o forte, que protegeu a vila dos ataques marítimos e serviu de prisão a vários regimes políticos, o último dos quais o Estado Novo.

Publicidade

Peniche é também um reduto do surf internacional, especialmente em Supertubos, e inclui várias praias, do Molhe Leste ao Baleal, que fazem as delícias dos visitantes. E há sempre também um bom prato de peixe! #Entretenimento

10 - Após Peniche, desça a costa para sul e em poucos minutos estará na Lourinhã. A terra dos dinossauros utiliza as pegadas visitáveis e os inúmeros fósseis por aí encontrados como cartão de visita. As suas praias (Areia Branca, porto Novo) complementam o passeio com as crianças. Ao almoço, prove a aguardente local, sabendo que é uma das três regiões demarcadas de aguardente do mundo. As outras duas são… Cognac e Armagnac, as históricas bebidas francesas.



Boas viagens e bons passeios!