Esteve para Consulta Pública o projecto para construção de um parque temático na vila do Bombarral, no Oeste. O projecto, orçado em 53 milhões de euros, promete ser o maior parque de diversões de Portugal e um dos maiores da Península Ibérica, esperando-se também um grande potencial de postos de trabalho directos e indirectos não só no Bombarral como na região Oeste. O capital vem do conhecido arquitecto Manuel Remédios e da Sky Towers, sociedade de investimento inglesa ligada a antigos governantes daquele país.

O Blasting News falou com uma fonte anónima que esteve ligada em tempos à Resioeste, mais tarde integrada na Valorsul, e que forneceu alguns detalhes relativos à aposta do grupo financeiro britânico que está por trás deste investimento.

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A localização deste parque temático reúne todos os elementos favoráveis:

Está ao lado da autoestrada A8, estando a 40 minutos (em ritmo tranquilo) do aeroporto de Lisboa - que, por sua vez, se encontra na rota das companhias aéreas low-cost, e nomeadamente a 1 hora de voo de Londres. Foi esse mesmo o cálculo que fez a princesa britânica Zara Philips, quando decidiu comprar uma casa de férias no resort Campo Real, em Torres Vedras.

Está equidistante de Nazaré e Ericeira, dois grandes pontos turísticos da costa Oeste e igualmente próximos de Lisboa.

Está perto de Peniche, centro internacional de surf (tal como a Ericeira), de Óbidos, de outras cidades médias como Caldas da Rainha e Torres Vedras, e até outros pontos turísticos como Alcobaça, Batalha, etc.

Finalmente, está perto dos grandes resorts de golf e #Turismo residencial do Oeste, que aguardam a recuperação europeia depois do crash de 2008 e das consequentes crises imobiliária (em Portugal) e das dívidas soberanas.

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Até a presença de um kartódromo de categoria internacional nesse ponto, o KIRO (Kartódromo Internacional da Região Oeste), vem valorizar esta escolha.

O projecto não conta, naturalmente, com o mercado português para obter lucros, mas sim com o mercado internacional - tal como acontece com a Isla Mágica, em Sevilha, ou a Eurodisney, em Paris, onde de resto alguns portugueses se deslocam.

Na vila do Bombarral, que vem sofrendo há décadas com o declínio da agricultura de mão-de-obra intensiva após os anos 50-60 e a sua não substituição pela indústria (a pêra rocha só dá emprego intensivo nas campanhas de verão), o projecto pareceu sempre demasiado bom para ser verdade. #Entretenimento

Muitos acusam a Câmara local pela burocracia na tomada de decisões, esquecendo que os pareceres e entidades a consultar (Ministério da Agricultura e do Ambiente, CCDR, etc., etc.) excedem largamente a competência do município. Em todo o caso, pese a determinação dos investidores que não desistiram ao fim de todos estes anos, já não faltará tudo até ao início das obras.