A sua reputação de músico e compositor já o levou longe, especialmente na última década. Bryan Adams tem partilhado a sua presença nos palcos com uma cada vez mais apreciada presença em galerias onde expõe os seus trabalhos fotográficos.

"Quando faço algo empenho-me a 100%. Encaro [a fotografia] de forma muito séria, tal como a música", explicou Bryan Adams, em declarações à imprensa, no dia 14 de Outubro, altura em que a sua mais recente exposição foi inaugurada, no Centro Cultural de Cascais, onde ficará até ao primeiro dia de Fevereiro de 2015.

Ao visitar o primeiro andar do edifício será brindado pelos sedutores olhares e perfis de celebridades de áreas como a sétima arte e a música.

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Se esta não é razão suficiente para visitar "Exposed", aqui ficam mais algumas.

Qualidade fotográfica

"A facilidade com que Adams se movimenta nos meios artísticos e a qualidade da sua fotografia permitiram-lhe privar com diversas personalidades, como actores e actrizes, cantores e músicos, cuja expressão corporal a câmara fixa num arrojado e vigoroso preto e branco", elogiou Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, no panfleto introdutório da exposição.

Segundo a curadora de "Exposed", Anke Degenhard, a ascensão de Bryan Adams na área da fotografia "é essencialmente fruto do invulgar talento demonstrado em captar a elegância intemporal e a intensidade subtil patentes nas imagens da sua autoria e que lhes conferem características não só visualmente aliciantes como intelectualmente estimulantes".

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Estrelas como nunca as viu

"Exposed" põe a nu, em alguns casos literalmente, personalidades conhecidas. As fotografias exprimem "beleza e desejo, mas também suspeição e revolta", segundo Anke Degenhard. "Os trabalhos assim produzidos são estudos extremamente intimistas, que podem causar imenso prazer a quem os olha e com muito para revelar sobre a natureza da celebridade e da humanidade", conclui.

Lado português

Bryan Adams viveu em Cascais entre 1966 e 1970, altura em que o seu pai trabalhava na Embaixada do Canadá em Lisboa. Regressar a uma terra que lhe é familiar faz desta exposição um evento ainda mais especial e talvez por isso o cantor tenha feito questão de registar em fotografia as fadistas portuguesas mais conceituadas da actualidade.

Gisela João lança um olhar fixo à entrada da segunda galeria de imagens; Carminho mostra uma expressão séria mais à frente; adiante estão ainda Aldina Duarte e Ana Moura. O percurso português termina com um ousado retrato de Cuca Roseta em que a sua silhueta é estrategicamente coberta por um tecido.

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O legado da guerra

"Exposed" vai mais além com um lado B que começa com um rosto marcado por cicatrizes, mas sorridente. Nesta galeria que conclui a exposição, Bryan Adams desvenda as profundas marcas deixadas pela guerra com retratos de soldados que voltaram de cenários de destruição com o corpo estropiado.

"Assim que a poeira assenta nas planícies e desertos do Afeganistão e do Iraque - e o ruído mediático e a propaganda dos governos e políticos se tornam um eco remoto -, os feridos são a única coisa que subsiste: eis o legado da guerra", diz a nota introdutória escrita por Bryan Adams junto à galeria.

Informações adicionais

"Exposed" pode ser visto no Centro Cultural de Cascais, de terça-feira a domingo, das 10h00 às 18h00. O preço da entrada é três euros, mas habitantes do concelho de Cascais pagam um euro e meio e maiores de 65 anos podem entrar livremente.

Saiba mais sobre esta carreira paralela de Bryan Adams aqui. #Famosos