O espectáculo inicia-se ao som de Smile, enquanto o palhaço caminha para o seu improvisado camarim, situado em plena pista do Circolândia. Sob os acordes do tema composto pelo maior entertainer de todos os tempos, Charles Chaplin, é apresentada uma das estrelas deste ambulante circo, Josef, o palhaço. Posteriormente, seguem-se os shows da célebre animação Ratatui (com impressionantes números de malabarismo), do Pirata das Caraíbas (onde pontificam dois momentos com equilíbrio de espadas e facas), e a grande novidade do Circolândia, o Super Palhaço, um número oriundo da Hungria em estreia nacional. Pelo meio, os inevitáveis duetos de palhaços, os músicos, as brincadeiras com o respeitável público e um destemido trapezista sem rede encantam miúdos e graúdos.

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O Circolândia, existente desde 1992 e a encantar Portugal ininterruptamente desde dessa data, é composto por cerca de 25 elementos fixos, uma estrutura "demasiado pesada atualmente, uma vez que não temos qualquer apoio do Estado," refere Carlos Carvalho, proprietário e anfitrião de pista do Circolândia. Em tempos idos, mas não distantes, o Circolândia "tinha vários espectáculos comprados por autarquias e juntas de freguesia. Mas, dada a conjuntura nacional de crise, isso praticamente não acontece", salienta Carlos Carvalho. O gestor não se retrai em criticar o papel dos sucessivos governos relativamente à arte circense, não tanto no que "concerne a apoios directos, mas, essencialmente, quanto a impostos de circulação dos meios de transporte como camiões. O que era, anteriormente, um imposto relativo a veículos afectos ao circo e que tinham isenção de circulação, até 2007, passou a ser um imposto de circulação (IUC) como qualquer outro" acusa Carlos Carvalho, adiantando que "pagamos o dobro de uma transportadora normal em termos de impostos anuais de circulação, um caso único no mundo", afirma este homem do circo.

Salvo alguns extras de receita como o bar, em que os espectadores compram as tradicionais pipocas ou o clássico algodão doce, e um ou outro adereço para venda directa, a maioria das receitas advém da bilheteira.

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Tal facto apela à "constante inovação, que passa, em grande parte, pela observação de outros circos no estrangeiro," menciona Carlos Carvalho, dando como exemplo uma das actuais atracções, o Super Palhaço, um número "comprado na Hungria e pela primeira vez demonstrado em Portugal".

Neste Natal de 2014, o Circolândia estará pela zona Centro do País, e localidades como Coimbra, Lousã, Fátima, Ourém, Tomar, Porto de Mós e Batalha já receberam a visita deste invulgar e tradicional circo, sendo que entre os dias 1 e 4 de Janeiro de 2015 estarão em Santarém. As novidades do Circolândia podem ser acompanhadas na sua página no Facebook. #Entretenimento