Colocado há venda no dia 10 deste mês, Elegy for a Dead World é um título que desafia a descrição, uma experiência inovadora no reino dos videojogos. O seu conceito-chave é a narrativa. O jogador é lançado num mundo vazio e terá ele próprio de escrever a história das suas aventuras por entre as ruínas das civilizações que nele viveram. É um conceito extraordinário e certamente incomum, mas que poderá rapidamente perder o seu apelo para a maior parte dos jogadores.

Mas vamos por partes. A companhia por detrás deste projeto, a americana Dejobaan, é desde 1999 conhecida por criar conceitos inovadores para diversas plataformas, onde se incluem títulos como AaaaaAAaaaAAAaaAAAAaAAAAA!!! - A Reckless Disregard for Gravity (não, o título não é um problema de formatação, é mesmo assim que se escreve), um simulador de BASE jumping, ou Monster Loves You!, uma invulgar aventura interativa.

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Como se pode depreender, é uma empresa que prima pela originalidade. Evidentemente que Elegy não é diferente.

Construído sobre o popular motor gráfico Unity, Elegy claramente não terá gráficos ao nível dos grandes títulos da atualidade, no entanto são coloridos e detalhados, apresentados num estilo reminiscente das grandes novelas gráficas. Esta abordagem não apenas torna as paisagens atrativas, mas também ajuda a criar um ambiente solene e misterioso, quase como se saído de um sonho. Esta atmosfera é complementada pela banda sonora simplista mas extremamente eficiente. Podemos aqui ver alguns paralelos com outros títulos que apaixonaram a crítica, como Journey e Transistor.

Ao iniciar, o jogador, equipado com um elegante fato espacial, é imediatamente enviado para um bolha no meio do espaço onde existem portais para três mundos diferentes.

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Em cada portal surge um menu que dá ao jogador os temas que poderá explorar, ou até se prefere avançar sem qualquer tema pré-preparado. Após feita a escolha, chega a altura de cair sobre a superfície deste mundo velho e morto, iniciando-se assim a exploração do mesmo. Em certos locais-chave irá surgir a opção de escrever sobre o que se está observar e aquilo que se experimentou até ao momento. Após se completarem as entradas, a viagem do jogador termina e é-lhe oferecido a possibilidade de ler, editar, e publicar o seu texto.

A experiência é relaxante, uma viagem por um mundo belo, misterioso, sobre o qual se é compelido a escrever. Não há ação per se, tudo acontece na imaginação do jogador e naquilo que ele escreve sobre o que sucedeu. Infelizmente, e não obstante as diferentes opções que existem para cada mundo, o facto de existirem apenas três locais para visitar esgotará a experiência ao fim de apenas algumas sessões.

Contudo, para aqueles que querem explorar a suas capacidades de escrita, ou que procurem simplesmente uma experiência nova e diferente, este é um conceito a não perder, e que deverá ser certamente encorajado.

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Honestamente, e após ter já escrito alguns textos, fico com a sensação de que um possível Elegy 2 poderá vir a ser algo realmente grandioso, construído nas bases desta pequena e ainda limitada experiência. Pessoalmente aconselho o título pelo que é.

Elegy for a Dead World está disponível para Windows, Mac e Linux, e é vendido na plataforma Steam. #Entretenimento #Jogos